Um conjunto de novos dados bancários, de 2005 a 2010, reforçam as suspeitas do Ministério Público sobre José Sócrates, adianta o Jornal de Notícias. Dados que surgem a alguns dias de terminar o prazo (25 de Fevereiro) de três meses de prisão preventiva do ex-Primeiro-ministro, altura em que o juiz avaliar se se mantêm os pressupostos para Sócrates continuar detido.
Os dados bancários oriundos da Suíça evidenciam a origem de cerca de 23 milhões de euros, depositados em nome de entidades ligadas a Carlos Santos Silva. Os montantes estão a ser relacionados com entidades ligadas ao Grupo Lena, empresa de Leiria, que neste mesmo período terá celebrado contractos com o Estado de valores superiores a 200 milhões de euros.
O Ministério Público está ainda a efectuar diligências junto de bancos como o Barclays, o BPI e o Deutshe Bank, dos quais o amigo de Sócrates era cliente. E existem alegadamente indicações de que estaria a ser preparada a constituição de um fundo imobiliário no qual iriam alegadamente ser colocados imóveis adquiridos por Santos Silva no interesse do ex-governante.
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