Home - Economia - Oliveira do Hospital cria programa para “ativar” economia local

Oliveira do Hospital cria programa para “ativar” economia local

 

São cinco as principais medidas que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital se propõe a executar no âmbito do programa recentemente aprovado de estímulo à economia local.

Com o nome de “e_local: Programa Ativar_OPH”, a nova aposta do executivo liderado por José Carlos Alexandrino pretende reduzir o prazo médio de pagamento a fornecedores e empreiteiros e colocar em marcha um programa de obras públicas de pequena dimensão financeira.

Paralelamente, o Programa Ativar_ OHP vai também assentar na efetivação de um programa de apoio direto à internacionalização de empresas e empresários em nome individual com sede em Oliveira do Hospital.

Manter ou reduzir os impostos municipais é outra das prioridades, a par da implementação de um sistema de apoio à contratação de jovens com formação adequada. Através da última medida, a autarquia pretende contribuir para o aumento da competitividade das empresas e empresários em nome individual e das organizações da designada economia social. Tal irá acontecer por via de um regime de co-financiamento, em que o município dota as empresas de recursos humanos preparados e considerados necessários ao desenvolvimento da atividade.

Aprovado na última reunião do executivo, o programa já é entendido pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital como “altamente ambicioso e de alcance social”.

“Devemos ou não contribuir com estímulos à economia local?”, questionou José Carlos Alexandrino na última Assembleia Municipal, numa altura em que dava a conhecer as linhas gerais do novo programa aos deputados e firmava a intenção de o município se colocar do lado dos empresários numa reconhecida hora de crise económico-financeira.

“A minha gestão é de tentar distribuir pelas gentes de Oliveira do Hospital para poderem sobreviver”

Preocupado com a tendência de encerramento de empresas que não resistem à subida dos fatores de produção e com a consequente subida do desemprego, o presidente da Câmara realçou a importância de o município se assumir como parte da solução, não retendo em tempo demasiado quantias que tanta falta fazem aos empresários.

“Há Câmaras Municipais que demoram um ano e mais a pagar aos fornecedores”, referiu, notando porém que a autarquia oliveirense “paga a maior parte das dívidas a 30 e a 40 dias” e, espera reduzir aquele tempo, enverdando também pelo sistema de pagamento “e-banking” que “será mais rápido e reduzirá a emissão de cheques”.

Alexandrino reconhece ainda a mais valia de o município poder efetuar, em pequenas obras, ajustes diretos com empresas locais no sentido de lhes garantir trabalho.

O presidente da Câmara valoriza ainda a dupla função da medida que prevê a contratação de jovens com formação adequada. “É preciso motivar esta gente jovem e é uma forma de ajudar as empresas”, observa o presidente, que fala de um programa de “grande dimensão”.

A par do programa, José Carlos Alexandrino destaca aquilo que já vem sendo prática seguida pelo município, de adquirir o máximo de produtos e serviços junto das empresas concelhias, no sentido de possibilitar a “retoma económica”. “85 por cento do que compramos é em Oliveira do Hospital e acho que ainda há possibilidade de chegarmos aos 90 por cento”, contou, revelando que a sua gestão vai no sentido de “tentar distribuir pelas gentes de Oliveira do Hospital para poderem sobreviver”.

LEIA TAMBÉM

Impacto económico do Rali de Portugal 2024 ultrapassou os 183 milhões de euros

O Rali de Portugal de 2024, realizado entre 9 e 12 de Maio, teve um …

Nove empresas de Nelas distinguidas com estatuto PME Excelência são responsáveis por um volume de negócios de 42,5 milhões de euros

Nove empresas do concelho de Nelas foram distinguidas com o estatuto PME Excelência, atribuído pelo …