É de incerteza o ambiente que, atualmente, se vive em cada uma das autarquias do concelho de Oliveira do Hospital, em particular, e do país em geral. Tal facto é consequência direta do Documento Verde da Reforma da Administração Local, apresentado anteontem pelo governo que, através de quatro eixos, pretende “melhorar a gestão do território e da prestação de serviço público aos cidadãos”.
No entanto, na prática, a aplicação da reforma proposta pelo governo de Pedro Passos Coelho determina a extinção e aglomeração de freguesias, já que um dos objetivos diretos passa pela redução do número de freguesias em todo o território nacional.
Uma situação a que o concelho de Oliveira do Hospital não fica alheio, vendo já ameaçada a continuidade de sete das 21 freguesias. Tratando-se de um município de tipologia 3, com menos de 100 habitantes por quilómetro quadrado, Oliveira do Hospital divide-se em Áreas Maioritariamente Urbanas (AMU), com um mínimo de mil habitantes por freguesia e Áreas Predominantemente Urbanas (APU), com um mínimo de 500 habitantes por freguesia.
Tomando por base estes critérios, fora das freguesias AMU encontram-se Bobadela (748), Ervedal da Beira (929), Lagos da Beira (783) e Lajeosa ( 553).
Em situação mais frágil, encontram-se as autarquias com menos de 500 habitantes e que não cumprem as APR. É o caso de S. Sebastião da Feira (197), Alvôco das Várzeas (302), Vila Pouca da Beira (354), São Gião (429) e Vila Franca da Beira (465).
Dando cumprimento ao processo de aglomeração de freguesias defendido pelo governo, a nova reforma deverá ditar a extinção de sete das 21 freguesias do concelho.
No total dos 17 concelhos, o distrito de Coimbra deverá perder 68 das atuais 209 freguesias.
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