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Os zombies. Autor: Fernando Roldão

Há uns anos que surgiu esta saga no cinema e nas séries televisivas, provocando algumas reacções, desde o terror até ao humor.

Confesso que ao princípio até achei interessante, pois eu achava que estavam a antecipar aquilo que estamos a viver e cheguei à conclusão de que estamos bem piores do que os ditos cujos mortos vivos, que mordem os sãos para se alimentar, provocando a sua transformação, aumento assim o número de infectados.

Penso que a maioria dos meus leitores já viu alguns episódios desta série, que infelizmente se tornou repetitiva e sem nada de novo.

O filme é ficção, mas o que está a acontecer é bem real e está a deixar os humanos à beira de um ataque de nervos, pois, as elites instaladas em boas poltronas, com uma varinha mágica, infectam todos à sua passagem, provocando danos irreversíveis.

Não estou a exagerar, estou simplesmente a fazer um termo de comparação entre as personagens e os portugueses, que andam de lado com tanta mordida.

Na série, os vingadores atiram para a cabeça ou decapitam-na, para cortar o mal pela raiz, que é como quem diz, sem cabeça não vales nada.

A sociedade está infectada e por isso, incapaz de reagir às atrocidades que esses zombies estão a cometer, com a finalidade de ficarmos sem a nossa identidade, andarmos por aí aos soluços, em verdadeiros zig- zagues, sem discernimento capaz de acabar com os portadores desta verdadeira pandemia, que acabará por nos extinguir como seres humanos, autónomos, inteligentes e humanistas.

Quando os saudáveis tentam acalmar ou esclarecer esta turba demoníaca, estão a praticar uma acção de alto risco, pois para além de não nos ouvirem, tal é a zoada que eles emitem, ainda nos atacam.

É um acto de alto risco, pois correm o perigo de sermos “comidos”, dado que eles não querem ninguém saudável no seu caminho.

Durante dois anos o Zé esteve em prisão domiciliária, privado das suas liberdades e refém de mentiras resultantes de um ataque colossal, que nos fez temer pela nossa espécie.

Depois da pandemia, que provocou danos irreversíveis na mente de muitos cidadãos, conduziu muitos à morte prematura e empurrou demasiados para o suicídio, fez desmoronar quase por completo a célula familiar e rasgou por completo o tecido do pequeno e médio empresário.

Normas e diplomas inconstitucionais, contradições estranhamente contraditórias e finalmente vem a terreiro a dizer que, afinal era uma gripe e que as normas que nos acorrentaram em casa à força, eram de fato inconstitucionais.

Os saudáveis desta mentira zombie, foram apelidados de tudo, menos de boa gente, a censura forte e musculada foi um facto de que ninguém duvida.

Depois, tipo cereja no topo do bolo, surge a guerra e como se isso ainda não fosse suficiente, agora já pensam em nos colocar, de novo em prisão domiciliária, desta vez com o papão da crise energética e das alterações climáticas.

Crise, qual crise? Então “obrigam-nos” a comprar carros eléctricos para não poluir, para poupar combustíveis fósseis e agora querem fechar as luzes mais cedo, arrastando, desta vez para o seu fim, o pequeno comércio.

Temos que poupar para os senhores comprarem altas bombas, topo de gama, que gastam ou melhor, sugam combustível em quantidades inimagináveis.

O futebol, ópio do povo, vai continuar a jogar-se â noite, à luz de milhares de watts, os carros eléctricos vão continuar a “aspirar” energia que nos irá faltar para os nossos idosos se aquecerem ou comerem a sua sopinha, no inverno, bem quentinha e em contrapartida, fecham-se centrais productoras de electricidade, para a importarem ao preço do ouro.

Andam a ameaçar de baixar os limites para 100 nas auto-estradas, pensando que o povo é estúpido, pois um carro com turbo, gasta mais a essas velocidades, pois ao atacar as subidas tem que se dar mais gás. No seguimento do atestado de estupidez que estão a passar, querem com esta medida, aumentar a autonomia dos eléctricos, finalizando com uma descomunal caça à multa para arranjar dinheiro para pagar os BMW encomendados.

O povo, transformado em zombie, já não reage, porque a pouca força que ainda tem é para defender o seu clube quando o árbitro ou o var lhe roubam o golo.

Até quando vamos manter este cenário, de um filme que já esgotou a criatividade?

 

 

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

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