Home - Opinião - Pelo menos falta de ética democrática por parte da candidatura PS em Oliveira do Hospital, às Eleições Legislativas de 30 de Janeiro. Autor: João Dinis

Pelo menos falta de ética democrática por parte da candidatura PS em Oliveira do Hospital, às Eleições Legislativas de 30 de Janeiro. Autor: João Dinis

Pois durante a Feira de mês a 10 de Janeiro, em Oliveira do Hospital, a partir das 10 horas da manhã, tivemos oportunidade para lá ver um grupo de activistas da candidatura PS às próximas Eleições Legislativas a contactar com as Pessoas.  À frente desse grupo, andava o ex-Presidente da Câmara, agora Presidente da Assembleia Municipal e também candidato PS às Legislativas. Até aqui tudo bem.

Mas a “grande” questão em apreço acontece em torno do facto de com ele andarem – naquilo que era uma acção partidária de pura campanha eleitoral – vários membros da Autarquia Oliveirense e mesmo funcionários contratados pela Câmara e por outras Entidades “satélites” da Câmara.    Sim, acompanhavam o agora candidato às Legislativas, desde logo o actual Presidente da Câmara e Vereador(es), mais assessores e também alguns dos “tais” senhores que, por influências partidarizadas da Câmara PS, foram contratados pelas “tais” Entidades satélites da Câmara e, por assim dizermos, plataformas de emprego para “boys and girls” do PS, designadamente.   Enfim, conhecemo-los “de ginjeira” nessa sua qualidade e pelo outro traço comum que é o de estarem a ser pagos com o nosso dinheirinho público…

Ora, o Presidente da Câmara e os Vereadores ainda podem alegar que não têm obrigações e horários fixos a cumprirem com rigor mas o mesmo não é válido para os “contratados” e assalariados (não eleitos) que não deveriam andar ali naquela acção política de campanha eleitoral partidária em horário de trabalho, enfim, admitindo nós que de facto fazem alguma coisa que se possa ver ou saber…

Portanto, tais elementos devem esclarecer se meteram dia de folga…ou de férias…para, em horários de trabalho, irem para ali agitar bandeiras, entregarem papeis, falarem com Pessoas numa acção de campanha eleitoral do candidato PS e ex-Presidente da Câmara.   Mesmo o actual Presidente da Câmara e “seu(s)” Vereador(es) deveriam ser mais escrupulosos e não entrarem assim na campanha eleitoral directa.  Admite-se que pudessem receber este ou outro candidato nos Paços do Município ou, por exemplo, irem com ele(s) até ao local onde a Câmara inicia o futuro “Campus Educativo”.  Mas irem para a Feira, a meterem-se na caça ao voto ao lado do candidato PS às Legislativas, isso também é um abuso de poder de decisão e, no mínimo, também é uma gritante falta de ética democrática.  Mas, pelos vistos, todos “eles” desconhecem o que isso possa significar em termos de ética ou da falta dela.  A acção descrita entra mesmo no domínio das irregularidades passíveis de exposição à Comissão Nacional de Eleições.   Em especial até no caso do Presidente da Câmara enquanto para ali andou, tipo bengala eleitoral do candidato PS às Legislativas, não se ocupou dos assuntos da Autarquia como mais lhe compete fazer e os quais, ao que se vai notando, deixa acumular sem respostas satisfatórias, desde logo no âmbito da pandemia.

Ressalve-se, entretanto, a postura muito diferente de um outro Vereador, por acaso o Vice-Presidente da Câmara que também encontrámos na Feira mas no exercício das suas funções autárquicas enquanto vereador das Feiras e Mercados.  Não se misturou com o grupo da propaganda partidária.  Registemos, pois, a diferença…

Sondagens eleitorais para que servis e a quem principalmente servis??

Dizem-nos os “teóricos” do sistema que as sondagens eleitorais são uma peça indispensável da democracia e uma tal conversa é repetida por tudo o que for papagaio do regime.  Batem palmas os “donos” das empresas ditas especializadas.  Mas não só estes…

Estas sondagens, neste sistema, têm como principal objectivo influenciar os resultados eleitorais a partir dos alegados “estudos” sobre as intenções de voto.  E isto acontece apesar e para além das regulamentações – das supostas “fichas técnicas” – que há.  Enfim, as sondagens ditas “à boca das urnas” essas já pouco influenciam as votações mas condicionam de imediato os debates que logo arrancam nas televisões afinal a maior e mais eficaz máquina que existe para “fazer a cabeça” do Pessoal antes e depois de cada acto eleitoral.

Para estas Eleições de 30 de Janeiro, as sondagens procuram abrir a tal “alternância” entre PS e PSD e incentivar ao chamado “voto útil” – mas “útil” para quê e para quem ?? – e procuram ainda desencorajar aqueles partidos e candidatos que aparecem mal cotados nessas sondagens enquanto os desvalorizam aos olhos e ouvidos da grande maioria dos eleitores.  Aliás, há quem decida o seu voto na perspectiva que lhe foi incutida sobre o partido “vencedor” das eleições ou seja, no mínimo 5% dos votantes “gosta” de votar naqueles partidos e candidatos que acha que vão ganhar as eleições…

Portanto, também nisto das sondagens eleitorais, o sistema tem as suas ferramentas afinadas e oleadas pelos apoios do grande capital…  O contexto dificulta imenso a luta pelo esclarecimento, a luta pela alternativa político-partidária, a nossa luta por uma vida melhor em suma!   Mas a luta continua!  Sempre!

“Residência Universitária” na cidade de Oliveira do Hospital. Que interesses já alberga a ideia retomada pelo candidato PS às Legislativas?

Recentemente e já como candidato PS às Legislativas, o ex-Presidente da Câmara retomou a ideia, e dela falou, da abertura de uma “Residência Universitária” dentro da cidade de Oliveira do Hospital, para dar infra-estruturas mais sociais à Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, ESTGOH.

Bem, não queremos para já discutir “prós e contras” desse eventual projecto em si mesmo. Neste aspecto, avançamos apenas que pode ser controversa uma tal ideia e que convém apurá-la melhor e com toda a clareza e abrangência de pontos de vista.  Diremos ainda que, à partida, uma “Residência Universitária”, em Oliveira do Hospital, poderá ser útil mas não de qualquer forma e a todo o custo.

Por agora, questionamos é em se há ou não uma razão mais escusa para o agora candidato PS às Legislativas vir a público retomar esta ideia que não surgirá, apenas, por estarmos em campanha eleitoral em que as “promessas” nascem como cogumelos em tempo de chuva…

Sim, porquê de novo agora?  Como, onde, em que circunstâncias e com que motivações (incluindo partidárias…) nascerá essa “Residência Universitária” a promover com interferência do candidato…quiçá da maioria PS na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital?

Olhemos então para as construções que há dentro da Cidade.  Onde estão tal ou tais construções a “estorvar”, já encalhadas e há quanto tempo?   A quem pertencem?  A que finalidades podem ser atreladas a ponto de ajudar ao desencalhe urbanístico e de “negócio”, o que sobretudo interessa aos seus proprietários?

Enfim, como mero apontamento, dizer aqui que, ao que julgamos estar em vigor, o Presidente da Câmara tem poderes delegados para comprar e vender imóveis – sem a correspondente avaliação e votação em reunião do Executivo Municipal — até a um valor igual a “mil vezes o valor do salário mínimo nacional”, portanto até mais de 700 mil euros!…

Portanto, até que ponto não há já nisto uma espécie de “serviço combinado com a CP” como antes se dizia?  Enfim, não haverá por aqui algum “projecto” para mais uma das espúrias “parcerias público-privadas” ao estilo do “socretino” tempo ?   Vamos ficar atentos…

 

 

Autor: João Dinis, Jano

 

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