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Residência estudantil do Politécnico da Guarda com financiamento reforçado para 4,9 milhões de euros

Verba atribuída pelo PRR quase duplica valor inicial após protesto do IPG. Joaquim Brigas fala em “justiça feita” e elogia a atitude da tutela e da Agência Erasmus+.

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai receber um reforço de financiamento para a construção da nova residência estudantil no campus da cidade. A Agência Nacional Erasmus+ informou oficialmente a instituição de ensino superior que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação enviou para publicação em Diário da República a decisão de aumentar o apoio financeiro no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de 2,5 milhões para 4,9 milhões de euros.

Presidente do IPG, Joaquim Brigas sublinha que “esta decisão honra a Agência Erasmus+ e o ministro Fernando Alexandre”, destacando que ambos “tiveram a grandeza de corrigir o erro” que, na sua opinião, colocava a instituição em desigualdade face a outras. O responsável enaltece também “a competência e a persistência” do administrador do IPG, Paulo Tolda, cuja acção foi determinante para que a contestação fosse bem-sucedida.

O Politécnico da Guarda havia sido inicialmente excluído da lista de financiamentos a novas residências estudantis publicada no Despacho n.º 10955/2024, ao abrigo do Aviso n.º 04/C02-i06/2024. A instituição contestou de imediato os critérios aplicados e, em Outubro de 2024, a residência com 152 camas prevista para o campus da Guarda foi incluída na homologação pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação.

Apesar do reconhecimento da elegibilidade, o IPG considerou insuficiente o montante atribuído — 2,5 milhões de euros — e continuou a reclamar junto da Agência Erasmus+ e da tutela. O esforço resultou agora na aprovação do financiamento máximo legalmente previsto: 4.905.096,62 euros.

“Foi feita justiça ao IPG e à necessidade que esta instituição tem de disponibilizar mais camas a um número crescente de alunos em muitos cursos”, afirmou Joaquim Brigas, acrescentando que “importa agora que o processo continue a avançar rapidamente no terreno”.

Apenas cinco candidaturas para construção de raiz de residências universitárias foram aprovadas em todo o país. Além da Guarda, há projectos em curso em Esposende, Castelo Branco, Oeiras e Lisboa.

O Politécnico da Guarda tem ainda prevista a criação de uma nova residência em Seia, com 101 camas. O edifício, uma antiga fábrica, será reconvertido em alojamento estudantil. Presidente do IPG, Joaquim Brigas destaca que esta infra-estrutura “vai ser fundamental para captar mais estudantes para Seia num futuro próximo”, elogiando a adesão da câmara municipal de Seia ao processo na sua fase final.

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