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A Santa Casa da Misericórdia de Arganil confirmou que o Ministério Público deduziu acusação contra a assistente social Margarida Alexandra Lourenço Almeida Travassos de Vasconcelos Braz, actualmente com 48 anos. A arguida, segundo o Correio da Manhã, vai ser julgada no Tribunal de Coimbra por alegadamente se ter apropriado de cerca de 73 mil euros de dois utentes da instituição.
Os factos remontam ao período entre 2018 e 2021, altura em que a técnica superior de serviço social exercia funções na Misericórdia de Arganil, onde trabalhava desde Março de 2013 até Julho de 2021, sendo responsável por utentes em valência de centro de dia.
De acordo com o mesmo jornal, o inquérito teve origem numa queixa apresentada por um dos idosos visados, então com 88 anos, contra a funcionária, acusando-a de insistir na sua institucionalização contra a sua vontade e sem informar a família. A outra vítima teria, à data, 80 anos.
O Ministério Público requereu a leitura em tribunal dos depoimentos das duas vítimas. Contudo, o homem faleceu em 2022 e a mulher encontra-se impossibilitada de prestar declarações por motivos de saúde.
Em comunicado, a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Arganil sublinha que a instituição “não pactua com quaisquer situações que coloquem em causa a dignidade daqueles que tem ao seu cuidado” e afirma uma postura de “clara intransigência na defesa do seu bom nome e do bem-estar dos seus utentes”.
A instituição refere ainda que, após detectar internamente indícios de eventual burla, apresentou denúncia às entidades competentes em 2021, em articulação com a própria utente e familiares. Acrescenta que colaborou com as autoridades judiciais e de investigação criminal, fornecendo elementos relevantes para o processo.
A acusação do Ministério Público, agora tornada pública, não constitui surpresa para a Misericórdia, que aguarda o desfecho do processo judicial, sublinhando que também se considera lesada.
No mesmo comunicado, a instituição reafirma que não aceita este tipo de comportamentos e garante manter uma posição de intransigência na defesa da legalidade, sobretudo no que respeita à protecção dos utentes.
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