Home - Outros Destaques - “Sempre praticámos a política de forma diferente, tendo em atenção as necessidades das pessoas…”

“Sempre praticámos a política de forma diferente, tendo em atenção as necessidades das pessoas…”

A Comissão Política Concelhia do PSD de Oliveira do Hospital tomou ontem posse. Sandra Fidalgo continua a liderar aquele órgão e o ex-autarca Mário Alves vai presidir à Mesa da Assembleia de Secção. O momento foi aproveitado para criticar o poder socialista no município, com Sandra Fidalgo a prometer trabalho para apresentar em 2025 uma alternativa aos socialistas. Já Mário Alves foi mais cáustico e acusou os socialistas de governarem para assegurar votos em detrimento do interesse da população.

Sandra Fidalgo tomou ontem posse como presidente da nova Comissão Política Concelhia do PSD de Oliveira do Hospital, acompanhada por Mário Alves na presidência da Mesa da Assembleia de Secção e ambos aproveitaram o momento para criticar o actual poder autárquico socialista no concelho. Mário Alves, perante uma sala cheia de militantes e simpatizantes e na presença do presidente da distrital do partido, Paulo Leitão, acusou os elementos do PS de praticarem uma política que visa fundamentalmente “comprar” o voto dos munícipes, em detrimento do desenvolvimento do concelho. Já Sandra Fidalgo prometeu um PSD activo, inclusivo, capaz de responder às necessidades dos cidadãos oliveirenses e culpou o “poder” socialista pelo facto de, em “pleno seculo XXI”, o concelho continuar a ter problemas de saneamento ou de abastecimento de água.

“Os oliveirenses constatam facilmente que nestes anos de governação socialista o concelho continua com um atraso significativo em todas as áreas: justiça, saúde, cultura e agora uma crise que se adivinha também no sector industrial”, referiu a líder social-democrata que elencou mais carências que “o poder socialista” não se tem mostrado capaz de resolver. “Não temos um serviço de urgência ou de atendimento permanente na saúde, o concelho não tem uma sala de espectáculos capaz de proporcionar momentos culturais, não temos um pavilhão multiusos e a equipa de futebol, apesar do investimento avultado que irá ser feito no estádio municipal, terá de continuar a jogar no concelho vizinho”, continuou, sublinhando que o investimento tem sido realizado na cidade, esquecendo as freguesias. “Também em Oliveira do Hospital precisamos de coesão territorial”, atirou.

Prometendo uma secção do PSD activa, inclusiva e capaz de responder às necessidades dos cidadãos oliveirenses, Sandra Fidalgo garantiu que pretende um partido focado na justiça social e no desenvolvimento sustentável. “Queremos que o concelho volte a ter matriz social-democrata. Por isso, faremos uma oposição firme e responsável na Câmara Municipal que se mostre como uma alternativa credível e com projectos ganhadores para o nosso concelho”.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital Mário Alves, por seu lado, foi ainda mais contundente nas criticas ao executivo socialista que tem governado o concelho nos últimos anos. O antigo autarca acredita que é possível recuperar a Câmara Municipal nas próximas eleições, mas avisou que isso implica muito trabalho. “A tarefa que temos daqui pela frente é uma tarefa muito importante, diria mesmo hercúlea. Nós sabemos como é que o poder se estendeu no concelho e como é que no concelho hoje tudo roda um pouco à volta do poder. Os socialistas, aliás, são especialistas nessa matéria: distribuir, pôr as pessoas de mão estendida para colocar lá qualquer coisa para ter, o que para eles é fundamental: o voto dos eleitores”, atirou, frisando que o PSD é diferente e que o seu foco é o interesse da população e não os votos. “Sempre praticámos a política de forma diferente, tendo em atenção as necessidades das pessoas e atenção àqueles que efectivamente precisam, não estando a pensar se têm um cartão do PSD, do PS ou de qualquer outra força partidária”, atirou.

Mário Alves considera que o PSD oliveirense tem pela frente uma tarefa difícil, mas possível. “É preciso que todos os elementos desta comissão política façam o que lhes compete. Todos, desde logo começando pela minha pessoa. Não podemos estar só preocupados com as redes sociais que são importantes, mas não podemos desperdiçar aquilo que nos aproxima das pessoas. Não há nada que substitua o contacto, o diálogo, para sabermos o que as pessoas pensam, o que eles querem. É disso que também é feita a política. Tendo em atenção aquilo que são as reais necessidades das pessoas”.

“O que eles não dizem, e seria importante que dissessem, é que quanto desse dinheiro foi alocado a projectos e foi perdido”

Só assim, segundo Mário Alves, será possível acabar com o polvo que se instalou no concelho. “É perigoso e temos de o deter. Em Oliveira do Hospital todos os jovens e não jovens devem ter acessos aos empregos, aos lugares da Câmara Municipal, e não apenas alguns de grupos restritos. Lugares que depois servem para comprar o voto na eleição de amanhã. Vamos trabalhar no sentido de inverter esta situação e se conseguirmos congregar vontades, apresentar projecto e fazer ver às pessoas que connosco pode ser diferente, então podemos acreditar que as próximas eleições vão ser nossas”, frisou, salientando também que os sociais democratas têm tido dificuldades em fazer passar a mensagem devido “à pressão” existente por parte da autarquia sobre a comunicação social local que se fez representar nesta tomada de posse.

“Hoje vamos ter oportunidade de passar a nossa mensagem que infelizmente nos últimos tempos pouco ou nada tem passado, dando a imagem de que PSD em Oliveira do Hospital é um partido inactivo, sem ideias e gente. A democracia é feita do confronto de ideias, do diálogo e da obtenção de consensos para depois levar a cabo aquilo que podem ser as melhores políticas para as pessoas. Por isso o meu agradecimento aos membros da Comunicação social aqui presentes”, referiu.

Mário Alves lamentou ainda que o executivo camarário não explique aos oliveirenses os resultados do seu mandato. “Falou-se do relatório e contas e apresentaram os números e disseram que foram os maiores de sempre, mas esqueceram-se de dizer porque é que foram os maiores números de sempre: é que estávamos num ano do final de um quadro comunitário e havia muito dinheiro que ia cair por força das obras que estavam a ser realizadas no âmbito desse quadro comunitário”, disse, acusando o executivo agora liderado por José Francisco Rolo de ter perdido dinheiro de fundos europeus por incapacidade de cumprir atempadamente as obras.

“O que eles não dizem, e seria importante que dissessem, é que quanto desse dinheiro foi alocado a projectos e foi perdido. Porque houve dinheiro perdido na obra do centro histórico, na zona industrial, no campus educativo, na casa da cultura. Há muito dinheiro que foi alocado a essas obras de fundos comunitários e que não foi recebido porque as obras não foram concluídas no tempo devido e isso é importante que seja dito para que os oliveirenses saibam. Não deixa de ser caricato um pedido para revisão do orçamento é para diminuir o valor que está orçamentado. Mas isso para não sair fora do critério que está definido em termos legais e para não se perderem condições para novos projectos”, concluiu.

Alguns elementos da nova concelhia do PSD de Oliveira do Hospital:

Presidente da Mesa da Assembleia de Secção: Mário Alves

Comissão Política de Secção

Presidente: Sandra Fidalgo

Vice-presidente: Rui Fernandes

Vice-presidente: António Cruz

Tesoureiro: Sofia Claro

Secretário: Rosa Jesus

 

 

LEIA TAMBÉM

Subida dos caudais dos rios Alva e Alvoco leva Câmara de Oliveira do Hospital a emitir alerta

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital lançou esta tarde um alerta à população devido …

Estradas cortadas em Penalva de Alva devido a deslizamentos

A estrada EM514 foi cortada esta manhã devido a um novo deslizamento de terras. A …