Correio da Beira Serra

“The Kingdom of Pineal” quer ser reconhecido como comunidade autónoma

Grupo instalado no Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, quer que os documentos que ele próprio emite sejam aceites oficialmente

A comunidade The Kingdom of Pineal, constituída por cerca de 40 pessoas, que se apresentam como um território autónomo, com bandeira e moeda própria (Pin Coin) na freguesia de Seixo da Beira, pediram à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital uma prorrogação do prazo para legalizarem o que foi edificado na quinta que adquiriram em Outubro de 2020.  A comunidade, que se fez representar na reunião da autarquia pelo seu líder Água Akbal Pinheiro, fez o pedido e solicitou à autarquia que reconheça a sua autonomia e as identificações e documentos emitidos pelo The Kingdom of Pineal.

“Respeitamos todas as outras tribos, governos, países e nações da terra, incluindo o Governo de Portugal” referiu Água Akbal Pinheiro na reunião de Câmara aberta ao público. “Enquanto povo autodeterminado é imperativo que sejamos reconhecidos como uma tribo autónoma indígena, o que inclui o reconhecimento de todas as nossas práticas espirituais, culturais, princípios e iniciativas soberanas, incluindo todas as formas de auto-identificação”, reforçou o líder que na realidade responde pelo nome de Martin Junior Kenny,  que nasceu no Zimbabué e emigrou para o Reino Unido aos 20 anos de idade, onde estudou e seguiu carreira como chefe de cozinha, antes de descobrir a sua vocação de líder espiritual.

O líder da comunidade disse que estão dispostos a legalizar todos os processos, mas que em contrapartida querem ser reconhecidos como comunidade autónoma e que os seus documentos sejam reconhecidos. “Criamos os nossos próprios documentos legais de auto-identificação que correspondem e cumprem as normas internacionais básicas. Já notificámos com esses documentos o representante do Governo Português em Oliveira do Hospital, o venerável senhor José Francisco Tavares Rolo. Continuamos à espera de um reconhecimento da nossa comunidade para resolvermos este assunto”, insistiu. Algo que levou o presidente da Câmara Municipal a referir que não é representante do Governo e que a comunidade tem de cumprir as leis da República Portuguesa, da União Europeia e do município de Oliveira do Hospital.

O vereador responsável por este processo, Nuno Oliveira, explicou que existem de facto três processos de contra-ordenação contra a ‘the Pineal Foundation’ e que estão a seguir os tramites legais. “Comigo os processos seguem os passos e prazos indicados”, explicou aquele membro do executivo, confirmando também que recebeu um pedido de prorrogação do prazo para a legalização. “Já tomei a decisão, mas não a vou revelar porque poderá ainda não ter chegado à comunidade. Mas este pedido surge sem que os membros da ‘the Pineal Foundation’ tenham demonstrado com medidas a vontade de legalizar todo o processo. Serão seguidos os procedimentos previstos”, concluiu Nuno Oliveira.

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