É um número par, por terminar no algarismo 0 e ser divisível por 2, mas pode ser um quarto de litro, um quarto de quilo ou 25% de 1000.
Não vou escrever sobre as unidades de medidas, servindo apenas como introdução ao assunto que me trás aqui hoje.
Venho falar de personalidades, que afinal não o são, porque, personalidade, é coisa que desconhecem.
Personalidades fortes, sérias e convictas são coisas raras neste país, sobretudo olhando os comportamentos das referidas elites.
São e gostam de o ser, pois olham para o resto da sociedade com ar de desdém e superioridade, como se fossem os donos da verdade, da honestidade e da sabedoria.
Têm outra característica que os define muito bem, que é o facto de só a opinião deles é que vale e tem substrato, a dos restantes é mera palha.
Recordo um episódio, lendário, que foi a famosa batalha de Termópilas (480 A.C), onde o rei Leónidas comandou 300 espartanos, um pequeno contingente grego, que pretendia resistir ao avanço do exército de Xerxes.
A batalha deu-se no estreito do desfiladeiro, atrasando o inimigo, servindo de inspiração a toda a nação grega.
Não fugindo é regra, após dias de feroz luta, a traição de um local, que revelou um caminho secreto, com a terrível consequência da chacina dos 300 e do rei Leónidas, graças a um “amigo” que os traiu, segundo o historiador grego Herédoto.
Conta a lenda que o mesmo aconteceu com Viriato e os lusitanos, onde o denominador comum foi a traição de um “amigo”, para além daquele que a Bíblia refere; Judas!
Várias traições têm acontecido na história de Portugal, a começar em Fernando Pérez de Traba, nobre galego, amigo de D. Tereza, mãe de D. Afonso Henriques, passando por Miguel Vasconcelos e terminando nos descolonizadores deste país.
Recentemente tivemos um sujeito chamado António Costa, que foi primeiro-ministro, que após ter destruído o país se refugiou em Bruxelas, para poder terminar o seu trabalho e se duvidas houvesse, a exibição de um passaporte indiano, é o corolário desta destruição encetada há quase duas décadas.
Voltemos às “personalidades” que subscreveram uma carta a pedir o voto em Seguro e afirmando que irão votar no mesmo.
Alguns destes activistas armados em defensores de valores comprovadamente inoperantes e pouco claros, vêm agora defender o que já não tem defesa e o mais grave, é que descaracterizam o acto de votar, que é secreto, informando qual será o destinatário dos seus votos, tratando-nos como imbecis ou acéfalos.
Veja-se o caso de Cavaco Silva que definiu Seguro como “inseguro, medroso e sem capacidade de liderança”, juntando a isso o facto de em 1987 gritar aos quatro ventos que era preciso alterar a Constituição sem demoras, porque isso está “a atrasar o país no caminho do progresso e da Europa” e agora vem, numa nota dizer que este candidato é uma pessoa honesta e educada. Será que já tem capacidade de liderança, que é o que os portugueses esperam do próximo presidente?
Todos os candidatos, inclusive o defensor do vinho canalizado ao domicílio, se uniram para eleger o senhor honesto e educado?
Algo está muito mau neste país onde as personalidades dão o dito por não dito, conforme lhes convêm, quando o discurso se aproxima dos seus interesses pessoais?
Olhando para a maioria dos perfis dos subscritores deste apelo, digo maioria pois não os conheço a todos e nem sequer me vou dar ao trabalho de perder tempo com estes viras casacas., pois estão bem instalados na vida, muito acima da maioria do normal português, logo falando de barriga cheia ou será com medo de perder as suas frugais refeições e cómodas habitações?
Vou perguntar a estes V.I.P onde estavam nos incêndios de 2017, onde estavam nos de 2025 ou no tornado de 2026 ou no elevador da Glória?
Seria muito mais patriótico, calçar umas galochas, vestir um impermeável e calçar umas luvas para ajudar o povo, que já está tão fraco que o seu coração quase já não bate, antes pelo contrário, anda há 50 anos a levar pancada destas ditas e outras personalidades parecidas.
Faz o que eu digo, mas faças o que eu faço. Até quando?
Autor: Fernando Roldão
Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico
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