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“A Confraria é fundamental para preservar a linguagem, os comportamentos e a história dos Arguinas”

Jorge Mendes é um jurista que se apaixonou pela história e cultura dos Argui[1]nas. Passou a estudar as origens e a escrever sobre esta cultura tão vincada em algumas áreas do concelho de Oliveira do Hospital. Jorge Mendes fala sobre este tema com uma forte paixão. “A origem do Verbo dos Arguinas pode remeter-nos para as invasões romanas”, conta, enquanto aguarda pelo início de uma sessão de esclarecimento à população sobre o trabalho desenvolvido na criação de uma Confraria dos Arguinas e Carpinteiros de Oliveira.

“Não é um exclusivo de Oliveira do Hospital. Encontrei também esta cultura junto à fronteira no Distrito da Guarda e até na Galiza”, frisa, adiantando que o facto da arte de trabalhar a pedra ser “muito bem paga” poderá ter levado os artesãos a criar esta forma de comunicar “para quem fosse alheio à profissão não percebesse os segredos da arte”, conta.

Sem esconder que a criação de uma Confraria e um Museu será fundamental para preservar “a linguagem, os comportamentos e a história dos Arguinas”, Jorge Mendes considera que estas estruturas serão “o perpetuar de tudo o que efectivamente existe” e apela a todas as estruturas para unirem esforços. “Todos nós temos de estar de braço dado com isto. Ou é assim ou então morremos. A Confraria será o perpetuar de tudo o que efectivamente existe. É essencial”, conta.

“O objectivo é não perdermos uma grama do ensinamento Arguina e tenho grandes esperanças que quando conseguirmos instalar o museu teremos tudo o que é necessário para criar aqui um pólo dinamizador de cultura e de turismo”, frisa. “É um elemento de atracção turística total. Esta é mais uma oportunidade para valorizar a região”.

O terceiro livro sobre esta temática, que deverá sair brevemente e que detém as recordações de várias pessoas, incluiu “um roteiro turístico que vai tocar todos os pontos, das vivências e da vida deste povo”. “Vai ser um elemento muito importante. Se conseguirmos colocar em pé o museu a curto prazo, então tínhamos tudo na mão para ser um sucesso”, conta, ele que acredita num esforço conjunto das freguesias de Avô, Aldeia das Dez, União de Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira, Nogueira do Cravo e União de Freguesias de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira, bem como do município oliveirense, para avançar com estes projectos. “Todos temos a ganhar”, conclui.

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