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AIM “eu Deus. Autor: Fernando Roldão

Não tenho por hábito transcrever textos, mas desta feita, não resisti à tentação de o fazer, até porque fiquei com vontade de rir, para não chorar.

Quando escrevo faço pesquisa e socorro-me de muitas fontes para que os meus artigos tenham uma verdade factual, que é uma situação cada vez mais rara, pois as pessoas tendem a copiar as fontes populares, vulgo, diz-se.

A AIMA tem um posto de atendimento em Oliveira do Hospital,  localizado no Espaço Cidadão da Câmara Municipal. Este posto funciona nos dias úteis, das 9h00 às 17h00, e tem registado uma afluência elevada, realizando diversos atendimentos a cidadãos estrangeiros, como autorizações de permanência e apoio em processos.

Localização:  Espaço Cidadão, edifício da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

Horário de funcionamento:  Dias úteis, das 9h00 às 17h00.

Serviços:  Atendimento de cidadãos estrangeiros, incluindo pedidos de autorização de permanência, apoio em processos e submissão de documentos.

O balcão da AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo a funcionar no Espaço Cidadão do edifício da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, registou, entre os meses de Setembro e Novembro, mais de 900 atendimentos a cidadãos estrangeiros.  

Até aqui tudo bem, com mais este benefício para as populações, mas será que é mesmo uma mais-valia, apenas para alguns?

Portugal tem andado ao contrário naquilo que deveria ser um lógica intuitiva e normal, mas tal não sucede por culpa de acções políticas, direccionadas para um humanismo bacoco, dessincronizado e muitas vezes patético.

Enfim, há para todos os gostos, mas a eficiência e a razão não se compadecem com estes procedimentos populistas e cegamente partidários.

A Europa está a caminho do abismo, vítima de traidores, de incompetentes e oportunistas, pois de outra forma, como ganhariam o seu sustento?

Uma das perguntas que se impõe fazer é esta; tantos milhões de euros que vão parar às contas dos mangas de alpaca que pululam pelos corredores de Estrasburgo ou Bruxelas, não deveriam ser aplicados em beneficio dos cidadãos ?

Afinal para que foi criada a EU? Tenho que concluir que foi criada exactamente para isso e não para a paz, progresso e justiça.

Retornando ao inicio deste texto, é com imensa pena e estupefacção que constato que afinal o encerramento do SEF, substituído pela AIMA, foi para permitir todo um facilitismo de entradas em Portugal de pessoas de outros continentes, sem controlo, ou como diz o povo, sem rei nem “rock”.

Os argumentos caiem pela base perante certos factos que ensombram, não a AIMA, não o SEF ou o governo, mas um país inteiro, que se tornou chacota internacional.

Em princípio este balcão da AIMA criado em Oliveira do Hospital seria para facilitar a vida dos cidadãos que recorrem aos seus serviços, mas isso não é o que acontece.

É uma afronta, para não dizer gozo, do lado da instituição, marcar para um casal, residente em Tábua (24 kms de Oliveira do Hospital) uma entrevista, em que os membros desse casal, foram separados, indo um para Beja, Dezembro 2025 e o outro para Castelo Branco em Fevereiro de 2026?

Acrescento mais o exemplo de um outro casal, com problemas de mobilidade, que foi encaminhado para Santarém, para não falar de outro que lhe calhou Viana do Castelo.

Tenho que dizer que para além destas anormalidades, acontece uma outra que se prende com o tempo de espera, que pode ir a quatro anos.

As promessas do “El Dorado” europeu cai e cria nas pessoas um sentimento de desorganização e falta de respeito por quem paga os seus impostos, tendo direitos que lhe estão sendo escamoteados.

Mudar uma matrícula de um veículo pode levar anos e custos que não têm razão de ser, na famigerada EU.

Afinal o tal acordo de Schengen, que determinou, livre circulação de pessoas e bens, não é mais do que uma intenção falsa, com ocas palavras escritas nos pseudo tratados, redigidos com sumo de limão.

A Europa está a desmoronar-se a olhos vistos, com políticas insanas e contra natura, o que está a criar um clima de suspeição quanto às verdadeiras intenções na criação desta (des) união, com medidas irresponsáveis e ditatoriais, que alimentam um clima de arrependimento pela adesão a que fomos, maliciosamente, empurrados.

As convulsões sociais e as políticas irresponsáveis protagonizadas pela classe política, estão a matar o velho continente.

No caso concreto de Portugal, rectângulo à beira mar plantado, é o exemplo mais flagrante da forma como a EU, tem destruído a nossa identidade e até a liberdade,

Antes pobres e honestos, do que ricos e sem carácter.

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

 

 

 

 

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