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Alfredo Santos Fonseca: «A Minha História do Vimieiro e Região Periférica»

«A Minha História do Vimieiro e Região Periférica», este é o 11.º livro que Alfredo Santos Fonseca, de S. Pedro de Alva, concelho de Penacova, traz à luz do dia, alguns deles relatando a sua estadia em Moçambique, onde descreve os maus momentos ali passados, com a morte à vista, enquanto assistiu a que alguns camaradas morressem à sua vista e por isso surgiu o 1.º livro com o título «Memórias do Sofrimento na guerra em Moçambique». Prosseguindo dentro da sua veia literária e poética, escreveu ainda: «Pegadas dos Meus Pés»; «(Farinha Podre) S. Pedro de Alva, Figuras e Factos para a sua História»; «A História do Batalhão de Artilharia 1885»; «Os Sãopedralvenses da Diáspora»; «Divagação sobre a génese das nossas gentes»; «Memórias Imperfeitas de um Ex-Autarca»; «Casa do Povo de S. Pedro de Alva»; «Episódios na Guerra do Ultramar – Niassa – Moçambique); «Tarde é o que Nunca se Faz».

Em termos autárquicos Alfredo Fonseca foi um grande autarca particularmente com presidente da Junta de Freguesia, sendo graças ao seu empenho que foi possível reabilitar a zona do Vimieiro, que na década de 90, fora das casas dos moleiros ali existentes, era um autêntico silvedo e no seu lugar, anos mais tarde, surgiu um restaurante e as casas rústicas ali existentes, adquiridas por Alfredo Fonseca, acabaram por ser transformada em Alojamento Rural, casas que hoje são de seus filhos.

Recorde-se também que a Escola EB 2/3 se deve à sua iniciativa, bem como a sede da Junta de Freguesia, com a Pré-Primária anexa, não falando no saneamento básico, bem como outras grandes obras que hoje S. Pedro de Alva possui.

Deixando a vida autárquica, Alfredo Fonseca foi um dos grandes impulsionadores da construção da Casa do Povo, onde estão integrados a Filarmónica e o Rancho Folclórico. Além do mais, foi o principal impulsionador da construção da estátua do Dr. António José de Almeida, natural da freguesia – Vale da Vinha – e que foi o primeiro Presidente da República.

O Eng. António João dos Santos Veloso, autor do Prefácio, a dad0 momento refere que os livros de Alfredo Fonseca, «são um agente eficaz e sincero do desenvolvimento rural, estratégia de desenvolvimento sustentável que em Portugal está perigosamente esquecida, em literacia política que teima em manter Portugal como o único país da Europa sem regiões no continente, elas são imprescindíveis à adoção das medidas adequadas a cada região e à mobilização das suas autarquias, dos seus agentes do ensino superior/investigação, das empresas e do sector social» e acrescenta que, «não sendo assim, continuaremos a ver este interior despovoado, sem produção agropecuária, agravando a nossa dependência alimentar e a ser o único país sem floresta tradicional bio diversa, abandonado às paisagens amigas do fogo».

Segundo Alfredo Fonseca, «a obra, segundo a minha imaginação, revela (entre outras coisas, que só o livro revela), as possíveis origens das denominações das seguintes localidades: Vimieiro, Hombres, Farinha Podre, Paradela, Carregal, Serra da Atalhada, Porto da Raiva, Vila Nova, Ferradosa, Hospital, Azenha do Rio, Penacova, Cheira e Carvoeira».

A apresentação do livro está marcada para as 15 horas do próximo dia 19 de Novembro, e será realizada na Casa do Povo.

José Travassos de Vasconcelos

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