O eleito do PSD António Nina na AM de Tábua apontou o agravamento da dívida não bancária em atraso, enquanto Olga Nunes, líder da bancada do PS, destacou a gestão equilibrada e o rigor na execução orçamental.
A análise da prestação de contas da Câmara Municipal de Tábua, em sessão da Assembleia Municipal, voltou a dividir posições entre as bancadas do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata, com destaque para a intervenção de António Nina, que alertou para o peso da dívida não bancária em atraso, no valor de 3, 428 milhões de euros. De acordo com o deputado social-democrata, uma parte significativa desta dívida está vencida há mais de um ano, afectando sobretudo credores como a Associação de Municípios do Planalto Beirão, a empresa Uniself – Restaurantes, a SU Eletricidade, a AIRC – Associação de Informática da Região Centro e também associações humanitárias do concelho, nomeadamente os Bombeiros Voluntários de Tábua e de Vila Nova de Oliveirinha.
Para António Nina, esta situação resulta de “um problema de despesa e da sua eficiência, fruto de políticas de gestão erradas, muitas delas com base em motivações políticas e eleitoralistas”. O deputado defendeu que o município só poderá avançar com investimentos estruturantes quando estiver “livre desta mochila pesada”, criticando a actual gestão por se limitar a projectos como a conclusão da Zona Industrial da Carapinha e da Oficina de Artes de Palco de Percelada.
Apesar das críticas, o deputado do PSD reconheceu a melhoria da tesouraria municipal, que atribuiu ao aumento da receita proveniente da derrama, do IMI e das transferências do Estado, associando esta evolução às medidas adoptadas pelo anterior Governo PSD/CDS e ao seu relacionamento com as autarquias.
Por sua vez, Olga Nunes, líder da bancada socialista, realçou o rigor, a transparência e a boa aplicação dos recursos públicos por parte do executivo municipal, sustentando que a gestão tem sido equilibrada e tem permitido controlar a situação financeira sem comprometer o investimento.
Já Ricardo Cruz, em resposta ao deputado do PSD, criticou o que considerou uma deturpação dos factos e defendeu os cortes efectuados pelo executivo, nomeadamente na redução de colaboradores, apesar da manutenção da carga salarial. Referiu ainda a redução dos empréstimos a curto prazo e recordou o corte de 500 mil euros em transferências para Tábua durante o anterior Governo do PS, liderado por António Costa.
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