O cenário prevê a construção do IC37 entre Viseu e Seia, o IC6, entre Coimbra e Covilhã mediante a construção de túneis para atravessar a Serra da Estrela, o maior dos quais com de 8,5 quilómetros, entre Manteigas e Seia/Gouveia. Com esta proposta, os IC interligam-se numa zona, entre os concelhos de Seia e Gouveia.
Em declarações ao Diário As Beiras, Amaro considerou que os túneis são uma “revolução” para a Serra, pelo que permitirão unir as pessoas dos dois lados da montanha mais alta de Portugal Continental. Quanto ao facto de o Cenário B implicar um investimento económico acrescido comparativamente aos restantes cenários, o autarca de Gouveia esclarece que o município a que preside “aceita que os túneis possam ser portajados”. “Se este cenário (B) é o melhor em matéria de desenvolvimento regional e de coesão territorial, então é hora da Serra da Estrela poder lançar um grito de alerta para que se olhe para este espaço que é único em Portugal e fundamental em termos de turismo” referiu.
Tal como Amaro, também os autarcas de Covilhã e Manteigas se posicionam em defesa dos túneis para travessia da Serra. Contra estão os de Fornos de Algodres, Nelas, Seia, Oliveira do Hospital e Tábua, mostrando-se favoráveis ao cenário C, mediante o qual os IC se interligam numa zona entre os concelhos de Seia e Oliveira do Hospital e, a Serra da Estrela é contornada a sudoeste entre Sandomil, São Gião e Vide, para onde são previsto túneis de dimensão mais reduzida.
Sublinhe-se que, ainda anteontem, Eduardo Brito emitiu uma nota de imprensa na qual recusava o Cenário B e deixava claro que “Seia não está disposta a esperar mais 50 anos por estes acessos”.
O Estudo de Avaliação Estratégica, encomendado pela Estradas de Portugal, está em consulta pública até ao dia 12 de Fevereiro e inclui os três cenários de traçados.
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