O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, desloca-se a Oliveira do Hospital, na próxima segunda-feira, para se inteirar dos problemas relacionados com a falta de médicos que vêm afectando milhares de utentes do Serviço Nacional de Saúde no concelho. A notícia é avançada pelo site da autarquia, referindo que a visita surge a convite do Presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino. O bastonário da Ordem dos Médicos é recebido, pelas 9h15, no salão nobre dos Paços do Município, visitando depois o Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, a Extensão de Saúde de Lagares da Beira e, ainda, o Hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz e a Unidade Móvel de Saúde.
“Esta visita do representante dos médicos a Oliveira do Hospital, surge na sequência das várias tomadas de posição da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH), que têm vindo a ser noticiadas na comunicação social, contra a deficiente resposta das estruturas públicas de saúde do concelho”, refere o comunicado da autarquia, salientando que José Carlos Alexandrino tem vindo a advertir as entidades que tutelam o sector para a falta de médicos de família, assim como o problema relacionado com as extensões de saúde que funcionam deficitariamente. É “uma situação muito crítica que provoca grandes danos na qualidade da assistência médica quem vem sendo prestada à população”, refere o autarca.
Sublinhando que para tentar garantir serviços mínimos de qualidade, tem sido a própria Câmara Municipal a assegurar temporariamente, através do orçamento municipal, a contratação de médicos e a cedência de alojamentos, para assim evitar o colapso dos serviços públicos em Oliveira do Hospital”, José Carlos Alexandrino classifica como ” um drama haver mais de oito mil cidadãos, como idosos, doentes crónicos e grávidas, com dificuldades de acesso a uma simples receita médica”
“Não podemos continuar a ter cuidados de saúde precários e insuficientes no concelho de Oliveira do Hospital”, frisa o autarca, dando conta que só a autarquia tem evitado uma situação ainda mais catastrófica. “Se a Câmara não tivesse colocado em funcionamento uma Unidade Móvel de Saúde nalgumas das freguesias mais periféricas do concelho e em zonas de montanha, através de uma parceria com a Fundação Aurélio Amaro Diniz, teríamos hoje um cenário muito mais dramático e muito mais gente entregue à sua sorte”, explica José Carlos Alexandrino.
Foto: www.jornalmedico.pt
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