– «Calem-se as armas! – Deus está com os construtores da Paz!» –
Fim à guerra na Ucrânia!
E fim à guerra também «na Síria, na Etiópia, no Iémen».
E no Afeganistão, e no Iraque e mais onde quer que seja!
– «Quem faz a guerra esquece a humanidade, não se preocupa com a vida das pessoas, põe os seus próprios interesses e a ânsia pelo poder em primeiro lugar. Deixa-se levar pela lógica diabólica das armas e distancia-se do povo comum, que quer a paz. As pessoas comuns são sempre as verdadeiras vítimas de todos os conflitos, porque pagam com a sua pele a loucura da guerra».
Eis uma «oração» da autoria do Papa Francisco XVI – no Vaticano – após a Homilia de Domingo, 27 Fevereiro 2022 – a qual me atrevo a subscrever e a reproduzir com o devido respeito. Aliás, o título desta minha peça inspira-se nessa abordagem à guerra proferida no contexto «quente» desta guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ora, independentemente de outras considerações que se possa fazer, adianto que me parece uma posição muito prudente, ecuménica, e basicamente justa, da parte do Papa Francisco XVI, Chefe da Cristandade e Chefe de Estado do Vaticano. E por isso mesmo, esta mensagem de Francisco foi de imediato «silenciada» pelos grandes meios da comunicação social controlados pelos mandantes desta guerra e seus «serviços secretos» e outros mais públicos, de todos os tipos…
Pois bom seria que outros Chefes de Estado – como por exemplo os Portugueses – tivessem a coragem, a imparcialidade e a seriedade de tomar uma posição prudente e justa como tomou Francisco XVI. Mas, lamentavelmente, não é assim que está a acontecer.
O Papa Francisco tal como lhe compete, afirmo eu, vem tentar deitar «água na fogueira» enquanto que outros se apressam a deitar mais «gasolina na fogueira» (meter mais armas neste conflito) quer dizer, optam por agudizar esta guerra muito perigosa para além de assassina como o são todas as guerras..
E assim é independentemente do nome ou nacionalidade que ostentem os «incendiários de serviço» chamem-se de – Putin – Macron – Byden – Úrsula Leyen – Olaf Scholz – Marcelo – Costa.
A manipulação ideológica e a manipulação dos factos atingem um ponto tal que – já se aperceberam? – mesmo a pandemia e a Covid, até aqui o assunto «de cada dia, todos os dias e a toda a hora», deixaram de existir e «só» dá guerra na Ucrânia. Mas, guerra apenas avaliada debaixo da ditadura da grande comunicação social controlada pelos mandantes mais belicistas do sistrema dominante – e esta minha ideia paga direitos de autor.
Deixem-me entretanto, afirmar que Putin e seus parceiros na Federação Russa cometeram um erro com a invasão militar da Ucrânia e por isso, devem sair militarmente de lá e depressa. Em primeiro lugar, é um erro de base humanitária – como o são todas as guerras – e também é um erro político e estratégico. Ao mesmo tempo, a «clique» no poder na Ucrânia desde o golpe de 2014 – golpe neofascista que o Ocidente, a União Europeia por exemplo, aplaudiu como sendo uma «revolução» (afinal adoram «revoluções», quem diria…) também deve emendar a mão e optar claramente pelos caminhos da Paz e do desarmamento mas não é isso que preconiza neste momento tão crucial.
Sim, «calem as armas!» – Fim à guerra – Viva a Paz!
«Corredores humanitários» – para permitir às Pessoas fugirem à guerra.
O Papa Francisco pediu também a abertura de «corredores humanitários para acolher os refugiados desta e de outras guerras». Permito-me a continuar a citar o Papa na mesma Homilia de 27 de Fevereiro:
– «Penso nos idosos, naqueles que buscam refúgio nestes tempos, nas mães que fogem com seus filhos… São irmãos e irmãs para quem é urgente abrir corredores humanitários e que devem ser acolhidos. Com o coração dilacerado pelo que está acontecendo na Ucrânia – e não esqueçamos as guerras em outras partes do mundo, como Iémen, Síria, Etiópia…».
Tendo inspiração religiosa, claro, é uma posição que não tem nada de fanática. Pelo contrário, exprime um ponto de vista profundamente humanista. É de louvar e seguir!
União Europeia vem agravar tudo com o fornecimento de financiamentos, até 500 milhões de euros, ao governo Ucraniano para a compra de «armas letais de todos os tipos», como um alto (ir)responsável da UE veio propagandear.
E é no preciso momento em que as partes mais directamente beligerantes – Rússia e Ucrânia – se sentam para «negociar» desejavelmente rumo à paz que a União Europeia vem anunciar esta opção por mais (muito) armamento, afinal uma decisão pelo agudizar da guerra.
Mais do que lamentavelmente, tragicamente pode dizer-se, em vez de destinar fundos comunitários a ajudas de tipo humanitário às Populações inocentes – comida – medicamentos – instalações com o mínimo de condições – transportes – trabalho remunerado – esta Senhora Úrsula Leyen, ocupante do posto de Presidente da Comissão Europeia e a sua «clique» de autocratas e outros burocratas acolitados em Bruxelas vêm comprar armamentos novos – coisa que até aqui esta União Europeia nunca tinha feito – para acirrar ainda mais a guerra ! Para provocar ainda mais morte e mais sofrimento até a um ponto que pode ser irreversível! Sim, que com os novos armamentos, pelos vistos muito sofisticados, A COMPRAR AOS «OLIGARCAS» OCIDENTAIS DO ARMAMENTO, vão também entrar na guerra os operadores desses armamentos quer dizer, vão entrar nesta guerra mais tropas e altamente «especializadas» e meios militares dos mais sofisticados, obviamente vindos da NATO para dentro dos territórios da Ucrânia, para operar com os arsenais que em breve já vão ficar de prevenção na Polónia, na Roménia, etc. É o levar esta guerra para um novo e muito perigoso patamar ! Poderemos mesmo reduzir estas gentes a uma «fórmula» ainda que simbólica: – Byden com «falcões» dos EUA + Úrsula Leyen com sua «clique» da UE = Putin e «oligarcas» russos x 2. Pois tal como é praxe fazer-se nos cálculos matemáticos a sério, antes das adições fazem-se as multiplicações, saibamos avaliar o «cálculo» agora proposto…
E para não ficar atrás, o seráfico ocupante da pasta de Ministro da Defesa de Portugal assume que em Portugal, nos próximos anos, «vão aumentar os orçamentos» das alegadas «Forças Armadas Nacionais», orçamentos reforçados e certamente destinados a armas e a outros meios militares – não de «defesa nacional», mas de «agressão internacional» comandados pela NATO, dizemos nós.
E em prazenteiro conluio com o ocupante do lugar de Presidente da República de Portugal preparam o envio, para já para a vizinhança desta guerra na Ucrânia, de armas, aviões e tropas de nacionalidade Portuguesa embora arrebanhadas para a servir a NATO…
Oh, sorte desgraçada a nossa! Com estes (des)governantes e com estas políticas, em Portugal não há dinheiro para aumentar as reformas miseráveis de centenas de milhar de Portugueses, não há dinheiro para subir salários, para investir na Saúde, na Educação, na Habitação, mas não falta dinheiro, dos nossos impostos, para estoirar em armas e em tropas «portuguesas» – aliás comandadas no terreno dos conflitos por altas patentes militares de outras nacionalidades – tropas essas, dizia, envolvidas em guerras criminosas como o são todas as guerras e, no caso, muito longe do nosso País…
Opções pelo reforço dos arsenais de guerra são opções políticas criminosas!
Quem paga são os inocentes sacrificados no palco dos conflitos e são os contribuintes na «retaguarda»! Quem lucra com o sangue e o sofrimento derramados são os complexos militares-industriais e seus «donos», a Norte e a Sul, a Este e a Oeste. Não nos deixemos manipular por estas políticas criminosas!
Por tudo isso, Homens e Mulheres de Boa Vontade, lutemos pela PAZ!
Guerra não, não e não!!!
Autor: Carlos Martelo
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