O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro (PSD), emitiu ontem um comunicado onde manifesta o seu protesto pelo facto de o Governo “ter apresentado em Bruxelas uma Estratégia Nacional para a fileira do lítio sem ter havido nenhum diálogo com o município da Guarda”, por ser conhecido o “potencial” desta fileira no seu concelho. O autarca acusa o Governo de discriminar as câmaras conforme a cor política e exige ser ouvido.
O município da Guarda, adianta ainda na nota, apresentará ao Governo o seu protesto e “exige ser ouvido” em relação a todo o desenvolvimento do referido plano, alegando que “está em causa a exploração de um recurso natural muito importante para a Guarda e para toda a região”. “É por demais conhecido o potencial desta fileira no concelho da Guarda, para além de já terem sido dados pareceres positivos, ainda que não se conheçam as condições para a exploração deste mineral tão importante enquanto tal e também na sua transformação, nomeadamente para o fabrico de baterias”, refere a autarquia.
“Numa altura em que é particularmente importante olhar para o interior como um todo, não se compreende que o Governo dialogue apenas com uma parte”, refere, considerando que “mais grave é ainda o facto de ser público que tal procedimento foi diferente com uma autarquia gerida pelo Partido Socialista”. “Na verdade, não é admissível haver por parte do Governo dois pesos e duas medidas”, sublinha.
O social-democrata considera que o Plano Estratégico para o sector “devia ter sido assumido como um importante motor de desenvolvimento, mas assumido por todos, independentemente da cor política”. “Um Plano Estratégico deve ser nacional, deve ser do país e não apenas de quaisquer conveniências políticas”, sublinha.
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