Candidato à presidência da câmara de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, apresentou no domingo os compromissos para o próximo mandato, que será o seu terceiro e último caso vença as eleições. Entre os projectos anunciados destacam-se a Loja do Cidadão, a nova Praça do Município e investimentos privados de cerca de 70 milhões de euros.
O recandidato à presidência da câmara de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, apresentou no domingo os candidatos do PSD às próximas eleições autárquicas e revelou os compromissos para o próximo mandato, que, caso seja reeleito, será o terceiro e último da sua presidência, que deverá ficar marcado, diz, por investimentos privados superiores a 70 milhões de euros. Entre os projectos anunciados estão a instalação da Loja do Cidadão, no edifício do antigo liceu, que irá sofrer obras avultadas com financiamento já garantido de 300 mil euros, a criação da nova Praça do Município, junto aos Paços do Concelho, e investimentos, incluindo, entre outros, os projectos privados do grupo CAC (Ovos Matinados), da Hortipor e de uma empresa na área do biometano, bem como a remodelação e ampliação dos hotéis Mira Serra e Quinta dos Cedros.
Recordando que encontrou em 2017 (início do seu primeiro mandato) um município “fragilizado, com dívidas acumuladas, serviços encerrados e pouca esperança no futuro”, Carlos Ascensão sublinhou que a sua liderança nos primeiros quatro anos abriu “a porta à mudança”, que o segundo mandato serviu para “devolver estabilidade e reforçar a confiança” e que o terceiro se propõe consolidar estes resultados, avançando com projectos concretos para o futuro do concelho. “Para os próximos quatro anos, na política de investimento, que engloba economia, turismo e desporto, há um conjunto de projectos garantidos e financiados, sobretudo obras públicas e investimentos privados”, afirmou, acrescentando que aquilo que pode catapultar Celorico da Beira “para outros desafios e outros patamares é precisamente o investimento privado”.
“Posso-vos garantir que neste momento já temos um conjunto significativo de empresas privadas com projectos feitos, aprovados e em desenvolvimento, que vão com certeza criar muitos postos de trabalho e trazer riqueza ao nosso concelho. É isso que é importante para garantir o nosso futuro e dos jovens”.
Parque Industrial e novos negócios prometem postos de trabalho
O candidato destacou a dinamização do Parque Industrial da A25, que se encontra em expansão e com uma procura superior à actual capacidade de acolhimento, com vários lotes já alienados e outros em aprovação, e a continuidade e melhoramento do Parque Industrial do Forno Telheiro, onde recentemente se instalou uma empresa de camionagem, Rodoceloricense, com um investimento de cerca de 4,5 milhões de euros. Anunciou ainda a criação de um gabinete de apoio ao investimento e a instalação de um espaço de coworking no Parque Empresarial da A25, destinado a jovens empreendedores, trabalhadores independentes e projectos inovadores. O grupo CAC (Ovos Matinados) vai investir cerca de dez milhões de euros em três novos projectos, enquanto a Hortipor aplicará cerca de dez milhões de euros na recuperação de mais de 20 casas na freguesia da Mesquitela, recuperação de um lagar e instalação de um restaurante. Já uma empresa ligada ao biometano está disposta a investir 47 milhões de euros.
No sector turístico, o candidato anunciou ainda a remodelação e ampliação dos hotéis Mira Serra e Quinta dos Cedros, reforçando a oferta do concelho, que segundo ele foi dos que mais cresceu em dormidas no último ano no distrito da Guarda. Destacou também a requalificação das margens do rio Mondego, a criação de uma ponte pedonal entre Santo António do Rio e Casas do Rio, e a transformação do antigo Leilão do Gado em espaço multiusos, moderno e versátil, preparado para apoiar actividades, eventos e feiras do mercado municipal, funcionando ainda como polo de dinamização cultural e social. A intervenção prevista para o rio Mondego terá cerca de 50 quilómetros de extensão no total, sendo aproximadamente 34 no município da Guarda e 17 em Celorico da Beira, contemplando a reconstituição da galeria ripícola, estabilização com técnicas de engenharia natural e adaptação estrutural de açudes existentes, permitindo a criação da praia fluvial da Ratoeira. O projecto está em vias de conclusão, com protocolo de acção estabelecido entre os dois municípios e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Carlos Ascensão anunciou também a promoção da prática do parapente, com melhoria das condições de acessibilidade, zonas de descolagem, sinalização e segurança. Salientou mesmo que já foi colocado um piso novo e asfaltada a ligação que vai de Linhares até à Guarda e Gouveia, passando por Folgosinho e Videmonte.
Loja do Cidadão, Praça do Município e ambiente em destaque
No plano ambiental, Carlos Ascensão destacou a implementação de medidas de eficiência hídrica, reforço da recolha selectiva de resíduos, conclusão do Ecocentro Florestal e do Centro Municipal de Compostagem, construção de novas ETARs, nomeadamente no Minhocal, Prados e Aldeia Rica, e estudos em curso para melhorar o saneamento nas localidades de Casas do Rio e Cortiçô, bem como a criação de pontos de água para abastecimento de helicópteros no combate a incêndios florestais. O plano inclui ainda a criação de mosaicos florestais, a manutenção da descontinuidade horizontal e vertical de combustível nos espaços rurais e melhorias na rede viária municipal.
No âmbito da modernização administrativa, a futura Loja do Cidadão será instalada no antigo liceu, que irá receber obras avultadas, tendo já garantidos 300 mil euros de financiamento, resultado de um acordo com a Agência para a Modernização Administrativa (AMA). O equipamento permitirá ao cidadão aceder, num único espaço, a serviços como a Segurança Social, Autoridade Tributária, Registo de Notariado e Espaço Cidadão, entre outros. Outro projecto é a nova Praça do Município, junto aos Paços do Concelho, cujo projecto irá em breve a concurso público, contará com parque de estacionamento subterrâneo e espaço público à superfície, destinado a servir como ponto de encontro e lazer da comunidade. “Não basta recordar o que já fizemos, é preciso mostrar com clareza o que queremos construir em conjunto”, afirmou Carlos Ascensão, garantindo que os projectos apresentados são “coisas concretas para o futuro de todos”, concluiu.
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