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Chuva e vento não esmoreceram Festa de Porco e Feira do Enchido, do Vinho e do Azeite em Aldeia Viçosa

Nem a chuva nem o vento forte afastaram as centenas de visitantes que marcaram presença na V Festa de Porco – Feira do Enchido, do Vinho e do Azeite, realizada no passado fim-de-semana em Aldeia Viçosa, uma localidade com cerca de três centenas de habitantes, no concelho da Guarda. Organizada pelo Clube de Pesca e Caça do Mondego, em parceria com a Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa, a iniciativa destacou produtos os endógenos da região, como vinhos, azeites e enchidos, mas também mel, licores, bolos e filhoses. E, durante dois dias, conseguiu atrair moradores locais e forasteiros que encheram os espaços que acolheram o evento: o Salão Cultural local e uma tenda instalada no espaço da antiga escola primária.

O presidente da Junta de Freguesia, Luís Prata, estava visivelmente satisfeito e fez um balanço muito positivo do evento que teve por objectivo juntar a tradição, a gastronomia e o convívio. “Ficámos agradavelmente surpreendidos. O evento superou as nossas expectativas, mesmo com o mau tempo. Recebemos várias centenas de visitantes, tivemos cerca de 30 expositores satisfeitos e reacções muito positivas. Para o próximo ano, procuraremos melhorar ainda mais”.

O autarca destacou também a adesão às refeições “porqueiras”, que registaram cerca de 100 participantes ao jantar de sábado e 200 ao almoço de domingo, após assistirem à tradicional desmancha do porco. “Tivemos muitos visitantes de fora, incluindo do Porto e de Vila Real, o que é muito importante para a economia local”, sublinhou.

O vereador da Câmara Municipal da Guarda, Rui Melo, marcou presença e sublinhou a importância destes eventos para os territórios de baixa densidade. “São fundamentais para reavivar tradições, reunir comunidades e promover produtos locais. Este território é, historicamente, um fornecedor de produtos agrícolas de excelência para a Guarda, alguns deles com presença nos mercados internacionais”.

O autarca vincou ainda o papel destas iniciativas no combate à desertificação. “É nossa obrigação apoiar eventos como este, que reforçam a coesão territorial e dão visibilidade a uma região com tanto potencial”, sublinhando que estes eventos são importantes economicamente, mas também do ponto de vista social por “oferecerem dois dias diferentes à população”.

Entre os expositores, segundo a organização, o sentimento era de satisfação. Um produtor, já no final do evento, confidenciou mesmo ao presidente da Junta que planeia regressar na próxima edição. “Não é só pelo que se vende, mas também pela promoção que conseguimos fazer. É uma oportunidade que valorizamos e queremos continuar a aproveitar”, destacou.

A Festa de Porco em Aldeia Viçosa serviu igualmente para assinalar o 86.º aniversário da mudança de nome da freguesia, que a 25 de Janeiro de 1939 deixou de se chamar Vila de Santa Maria de Porco, designação atribuída no foral de 1238, para adoptar o actual nome de Aldeia Viçosa.

 

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