A comissão técnica independente responsável por avaliar os incêndios florestais de Agosto de 2025 ficou esta semana completa e prepara-se para iniciar os trabalhos, numa decisão que surge após o alerta público do Presidente da República, António José Seguro, durante uma visita à aldeia de Mourísia, no concelho de Arganil, sobre a demora na constituição daquele organismo.
Os nomes dos especialistas propostos pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) foram entregues esta semana e enviados à comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, abrindo caminho à tomada de posse. A comissão terá um prazo de funcionamento de 60 dias.
O organismo será composto por 12 técnicos de reconhecido mérito, nacionais e internacionais, com competências em protecção civil, prevenção e combate aos incêndios florestais, ciências climáticas, ordenamento florestal, comunicações e análise de risco. Quatro peritos são nomeados pelo presidente da Assembleia da República, quatro pelos conselhos de reitores e politécnicos — incluindo o futuro presidente da comissão — e quatro pela associação nacional de municípios e pela associação nacional de freguesias.
O ano de 2025 registou 270 mil hectares ardidos, sobretudo nas regiões do Norte e Centro, num total de 8.284 fogos, ainda abaixo da média histórica, segundo a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais. A comissão tem agora a missão de avaliar estes danos e apresentar recomendações sobre a resposta e prevenção de futuros incêndios.
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