Home - Politica - “Como é que pode haver desenvolvimento com um poder municipal alheado, e que não ouve as pessoas?”, questiona António Lopes

“Como é que pode haver desenvolvimento com um poder municipal alheado, e que não ouve as pessoas?”, questiona António Lopes

O diagnóstico foi feito ontem pelo candidato do PS à Assembleia Municipal que, no fórum realizado em Alvôco das Várzeas a propósito do “desenvolvimento Integrado dos Vales do Alva e Alvôco”, usou da palavra para criticar o facto de a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) andar de costas voltadas para com os empresários.

António Lopes referiu-se ao caso concreto da criação do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial do Interior e Beiras (NDEIB) em Oliveira do Hospital, para lamentar que os empresários ligados à criação daquela associação nunca tenham tido “uma palavra de estímulo”.

Em vez de se “conjugarem energias”, Lopes disse que a autarquia oliveirense optou antes por criar uma outra associação – a ADI, Associação de Desenvolvimento Integrado de Oliveira do Hospital e Tábua. O NDEIB “vai fazendo aquilo que pode por sua conta e risco; a outra vai oferecendo alguns empregos e alguns favores”, considerou.

O cabeça-de-lista do PS, que este ano abandonou a militância comunista para agora concorrer como independente, deu também o exemplo da associação florestal – a Caule – “que foi pôr a sua sede em Tábua por causa dos tais diálogos que não existem”.

Insistindo na questão de que “o nosso problema é o diálogo que não existe com os empresários”, Lopes associou também a saída de Oliveira do Hospital da Serra da Estrela para o Centro de Portugal a esse facto, lançando uma interrogação: “como é que pode haver desenvolvimento com um poder municipal alheado, e que não ouve as pessoas?”.

O candidato socialista disse ainda estranhar as razões que, recentemente, levaram a CMOH a fazer um “esforço apressado com os empresário das confecções”, quando já há muito se sabia que existiam empresas que estavam a ficar “moribundas”.

A terminar, Lopes voltou a frisar que a sua participação neste projecto surge do entendimento que tem quanto à “necessidade de se mudar este concelho”. E para isso – sublinhou aquele candidato – José Carlos Alexandrino é o homem “certo”. “Acredito nele. Sei que é uma pessoa dialogante e capaz de gerar consensos”, afirmou.

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