Depois de, na tarde anterior ter participado “na qualidade de cidadão” na reunião realizada no Governo Civil e, que juntou à mesma mesa o administrador da insolvência da HBC, representantes do IAPMEI, Segurança Social, Sindicato dos Têxteis de Coimbra e o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial do Interior e Beiras, José Ribeiro de Almeida lamentou e disse até ter estranhado a ausência da Câmara Municipal.
“Não há que haver preconceitos”, observou o vereador socialista em reunião pública do executico, sugerindo antes à autarquia que assuma “uma atitude de tomar parte dos problemas”.
Na opinião de Ribeiro de Almeida “a Câmara deve tomar atitudes mais concretas e participativas de solução neste problema”.
Também o socialista José Francisco Rolo destacou “o empenho e a postura responsável do Governo Civil de Coimbra em relação à HBC”. “Espero que surja uma solução e surta efeito”, referiu o vereador.
“Não estivemos presentes, porque mais uma vez não fomos convidados”
Na condução do decorrer dos trabalhos da reunião – Mário Alves esteve ausente – o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital justificou a ausência na reunião, com a inexistência de qualquer convite a solicitar a sua representação.
“Mais uma vez não fomos convidados”, esclareceu Paulo Rocha, sem deixar de sublinhar a importância da reunião e assegurando que, caso fosse convidada, a autarquia estaria representada.
Nada convencido com o esclarecimento, José Ribeiro de Almeida pegou no seu exemplo em concreto, para referir que também ele não foi convidado e, nem por isso deixou de estar presente.
“Soube dessa reunião e fiz questão de lá estar”, sustentou o vereador da oposição, confessando ter gostado de ter comparecido. “Acho que a Câmara também lá deveria estar e teria muita coisa para dizer sobre o que foi decidido no Governo Civil”, acrescentou.
À insistência do socialista, Paulo Rocha explicou que “a Câmara não se pode fazer representar numa reunião, não sendo convidada e da qual só teve conhecimento pela comunicação social”.
O número dois de Mário Alves adiantou, contudo, que a autarquia “está a acompanhar a situação das confecções” e, já solicitou várias reuniões ao ministério da Economia que têm sido “sucessivamente adiadas”.
“A Câmara Municipal está a fazer o que nos compete e compete ao governo”, assegurou Paulo Rocha, registando que até já resolveu alguns problemas elencados na reunião realizada com os empresários.
À procura de um investidor…
Depois de o administrador da insolvência da HBC ter anunciado a intenção de desenvolver um projecto de viabilização para aquela unidade de confecções, a última indicação é de que todos os esforços visam encontrar um investidor.
Isto mesmo ficou decidido na reunião realizada no Governo Civil, prevendo-se que tal aconteça até ao final do corrente mês de Julho.
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