Home - Últimas - “Continuamos à espera dos investimentos prometidos depois dos incêndios de 2017… e o que temos é mais uma tragédia em cima de outras”

“Continuamos à espera dos investimentos prometidos depois dos incêndios de 2017… e o que temos é mais uma tragédia em cima de outras”

O presidente do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) lamentou hoje que as autoridades políticas tenham aprendido muito pouco com os incêndios de 2017 e que não tenham sido criados meios para reduzir os incêndios que, mais uma vez, estão a destruir o país e a ceifar vidas. Indignado, Fernando Tavares Pereira lamenta que, por mais que tenham reclamado, os investimentos, que deviam ter sido realizados na floresta e agricultura, nunca se concretizaram.

“Já andamos há muito tempo a dizer que este país é um barril de pólvora. Temos questionado várias vezes quem de direito sobre o que foi feito aos cerca de 180 milhões de euros que vieram para Portugal para apoiar a floresta e a agricultura desta região na sequência dos incêndios de 2017. A verdade é que não se viu nada. Para onde foi esse dinheiro? Continuamos à espera desses investimentos”, sublinha o empresário que lidera o Grupo TAVFER. “O que temos agora é mais uma tragédia em cima de outras”, continua.

Fernando Tavares Pereira considera que é imperioso que quem decide deixe os seus gabinetes e venha ao terreno conversar com aqueles que ainda resistem nesta região. “Essas pessoas deviam vir falar connosco. Queremos ajudar e somos nós que temos conhecimento do território. Aqui não existe partidarite, existe vontade de apoiar as autoridades a encontrar as melhores soluções”, sublinhou o empresário, enfatizando que o poder político tem de “começar a olhar para a população do interior como verdadeiros portugueses que é, com deveres, mas também direitos”.

O empresário não esconde, contudo, que no seu entender deveria existir responsabilização daqueles que por omissão ou má vontade política não fizeram chegar os apoios ao terreno. Também não deviam ser esquecidos os autarcas que permitiram, por exemplo, que os caminhos de acesso ao rio Mondego fossem encerrados pela vegetação. Os governos anteriores, continua, também deviam assumir as responsabilidades pela falta de apoio e empenho que tiveram para com estas populações, uma vez que tinham verbas para isso. “A culpa não pode morrer solteira, há responsáveis políticos”, frisa Fernando Tavares Pereira, defendendo mais meios de investigação e molduras penais mais severas para quem lança os incêndios. “Quem deita estes incêndios não se pode ficar a rir, vendo as chamas a lavrar”, conclui.

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