Um munícipe de Oliveira do Hospital apresentou uma queixa ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), denunciando um alegado atentado ambiental por parte da Câmara Municipal num terreno da autarquia, situado na Zona Industrial da cidade e próximo de várias empresas.
O Correio da Beira Serra esteve no local e constatou a presença de diversos resíduos a céu aberto, incluindo contentores plásticos e metálicos, colchões, pneus e destroços de actividades desenvolvidas pelo município. A acumulação de entulho estende-se por uma vasta área, estimando-se que ultrapasse um hectare e meio de terreno.
“Isto é um atentado ambiental, contamina os solos e as linhas de água. Se um munícipe fizesse um centésimo do que aqui está exposto, já teria, pelo menos, uma dúzia de contra-ordenações por atentado ambiental”, afirma o autor da denúncia, que solicitou o anonimato. “Mas isto está à vista de toda a gente. É vergonhoso este exemplo da autarquia”, acrescenta.
O cenário de abandono é visível logo na entrada do terreno municipal, onde nem sequer existem portas. Além disso, segundo o denunciante, parte do lixo parece ser enterrado. “Não é nada abonatório dos cuidados que a Câmara Municipal deve ter em relação aos resíduos municipais”, critica, referindo ainda que a área era atravessada por uma linha de água e continha poços, agora tapados, estando a água a ser drenada por um cano.
Em fundo, numa das fotografias captadas pelo Correio da Beira Serra, pode ver-se parte do recentemente inaugurado Parque Municipal de Recepção de Resíduos Agrícolas e Florestais. Este equipamento foi instalado através de um projecto da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). No local, um grande cartaz alerta que não podem ser depositados resíduos de qualquer outro tipo, como aqueles que se encontram espalhados pelo restante terreno municipal.
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