Os documentos fiscais de 1940 relativos ao processo instaurado a Aristides de Sousa Mendes foram apresentados publicamente, pela primeira vez, no Museu Aristides de Sousa Mendes, em Carregal do Sal, numa sessão evocativa do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
A iniciativa contou com a presença do procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, e de diversas entidades institucionais. O programa incluiu duas conferências, proferidas por Rogério Peixoto e Carolina Henriques, uma visita guiada ao museu com auditores do 12.º curso de formação dos Tribunais Administrativos e Fiscais do Centro de Estudos Judiciários, e um momento musical com um dueto de violinos da Orquestra Clássica do Centro.
O processo fiscal, até agora inédito ao público, foi instaurado pelo Estado Novo e surge no mesmo contexto das sanções disciplinares aplicadas ao cônsul português, depois de ele ter emitido vistos a milhares de judeus e outras pessoas perseguidas pelo regime nazi, desobedecendo às ordens do governo de Salazar. Este processo documenta a tentativa do Estado de pressionar financeiramente e punir Sousa Mendes pela sua acção humanitária.
A apresentação destes documentos insere-se na valorização do património histórico e na memória pública da coragem cívica de Aristides de Sousa Mendes, permitindo compreender a dimensão da repressão do Estado Novo e a importância da preservação documental para estudos jurídicos e históricos.
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