Home - Opinião - Em como o bom votante se engana nos caminhos do Voto. Autor: Carlos Martelo

Em como o bom votante se engana nos caminhos do Voto. Autor: Carlos Martelo

Estamos em vésperas de eleições, desta vez as autárquicas  e, claro, também no concelho de Oliveira do Hospital.

Um antigo e célebre comandante romano terá dito em dia importante para a história – «alea jacta est» (os dados estão lançados), quando avançou, para o confronto com adversários, em direção a um destino que perseguia.

Também agora, na «ruidosa» disputa eleitoral autárquica «os dados estão a ser lançados» rumo às três votações simultâneas a 12 de Outubro, que vão apurar os próximos-futuros Eleitos nas Autarquias.  De onde já se destacam os candidatos e candidatas a próximos Presidentes de Câmara e de Assembleia Municipal assim como das Juntas de Freguesia, de Norte a Sul do País e nas Ilhas também.

Por cá, pelo município de Oliveira do Hospital, as várias candidaturas apresentam os seus «trunfos» (eleitorais) para «comover» os eleitores e as eleitoras em especial aqueles(as) que mais oscilam na opção de voto, eleição a eleição.

Nota-se de imediato certas diferenças, à partida. As duas (ou três) candidaturas que dispõem de significativos meios financeiros para gastar em propagandas de vários tipos e as outras candidaturas financeiramente bastante mais modestas.

Saiba-se entretanto que dentro de certos limites até legais, os respectivos partidos promotores vão ser ressarcidos com verbas públicas em função do número de candidaturas (freguesias) em cada concelho e em número de votos obtidos a 12 de Outubro. Isto, à partida, é uma condicionante por si só poderosa porque, por exemplo face a anteriores resultados eleitorais, também se presume com alguma base objectiva, os «números» finais de votos a obter nas urnas.  Quer isto dizer que se pode fazer um «orçamento» das receitas e despesas da campanha eleitoral em curso.

Enfim, já tem havido surpresas, mas são a excepção à regra caso não se enverede por «loucuras» em gastos.

Competição em materiais de campanha, logo em gastos

PS e PSD regressam a esse tipo de competição. Cada um deles a pretender apresentar propaganda mais vistosa que o adversário e independentemente dos conteúdos programáticos apregoados.

Assim, a mensagem mais impactante passa pela imagem com as «caras» dos principais candidatos em disseminada exibição.

No contexto, assumem grande protagonismo os «outdoors» (grandes cartazes de exterior) em que os respectivos candidatos ameaçam parecer gigantones tão grandes as suas cabeças ficam nas fotos exibidas. Tão alienante é o espectáculo que o PS apresentou, há dias, um cartaz «outdoor» com sete gigantones colados uns aos outros a que o PSD responde com um cartaz ainda maior com dez – dez! – gigantones da sua candidatura. Ora, quanto custa cada exemplar destes «outdoors»?…

Pelo seu lado, os rapazes e raparigas arregimentados sob disfarce para serviço do CDS/PP em Oliveira do Hospital, esses e essas são mais sofisticados/as.  São finos/as…Apostam muito em redes sociais mas, ao que se pode intuir, apostam mas em jeito de investimento pessoal e de grupo também. Veremos o que lhes vai acontecer no futuro já próximo…

A CDU cumpre com os mínimos em matéria de propaganda. Esboça uma incursão pelas redes sociais mas de forma visivelmente amadora, com produção própria e mais barata que a de outras forças e candidatos. Reconheça-se que tem candidatos traquejados e com aspirações localizadas nas respectivas Freguesias. E apresenta um conjunto articulado de propostas para o Concelho e Freguesias. Confesso que se eu não soubesse já em quem votar, pois face ao que se apresenta em candidaturas eu votaria na CDU e perdoem-me a franqueza!

Basta de Ventura em fotos e em insinuações eleitoralistas !

O partido de André Ventura apresenta-se apenas na candidatura à Câmara, enrolado que tem andado em demandas judiciais no Tribunal de Oliveira do Hospital. Já agora, diga-se, um seu dirigente local e regional foi muito recentemente condenado, neste Tribunal, a dois anos de prisão com pena suspensa por agressão a um adversário ex-membro do seu próprio partido, o partido de André Ventura. Pois acontece que é esse elemento muito controverso que, por norma bem visível, acompanha em público os agora candidatos desse partido à Câmara Municipal. Mas que belo «guarda-costas» arranjaram eles, cuidem-se…

Mas curioso ou melhor, patranheiro, é o «outdoor» em que, de gigantones, aparecem o Ventura e o cabeça de lista do respectivo partido à Câmara de Oliveira do Hospital.  A mim sugerem-me o «roberto» e o «ventríloquo» em que o «roberto» é o cabeça de lista à Câmara e o «ventríloquo» é Ventura.

Mas ainda pior é que Ventura não é cá candidato a coisa alguma. Vem apenas, tipo «fantasma das eleições», à caça a uns votos como aliás acontece em praticamente todos os municípios. Ele, Ventura, está mesmo convencido que é omnipresente e omnipotente. Vamos fazer com que ele se volte a enganar e se continue a enganar!

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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