É sempre com muita satisfação que escrevo para, em primeiro para o CBS e em segundo para os muitos leitores que fazem o favor de me ler todas as quinzenas.
Tenho consciência de que os meus textos não agradam a todos, mas esse facto, me dá, estímulo para continuar, pelo menos por respeito aos mais assíduos, bem como às minhas convicções.
É bom que tenhamos ideias diferentes, visões alargadas, opiniões próprias, para podermos ajuizar melhor e com mais ponderação, a nossa forma de estar na vida.
O Verão já lá vai, apesar de não ter sido uma boa estação, sempre nos deu alguns dias de estio, não como antigamente, onde as estações eram mais definidas.
Resolvi trazer aqui, algumas questões que ainda continuam sem respostas, mas que nos dão que pensar.
Devagar, devagarinho, como diz a letra da canção, continuamos sendo iludidos por promessas de políticos, que ao invés de nos governarem, melhorando a nossa qualidade de vida, vão delapidando o nosso património, quer histórico, quer civilizacional, espremendo uma laranja que já não tem sumo.
O gás doméstico, de marca nacional, na nossa vizinha Espanha custa metade (mais ou menos) do valor e ainda por cima, tem custos de transporte.
O IVA da restauração (10%) é metade do nosso e ainda por cima, em zonas turísticas.
Claro que não vou entrar na velha história dos ordenados, mas talvez pudesse perguntar se o estômago do vizinho é maior do que o nosso.
Não vou falar do preço dos combustíveis, pois pelo que vi, estão mais ou menos equilibrados. Quero saber porque nós temos inúmeras portagens e os nossos vizinhos quase não conhecem essa palavra.
Há dias fui comer a um restaurante, em Portugal, no meio do nada e tive que usar óculos para ter a certeza de que os preços que estavam na carta, eram verdadeiros.
Consultei preços, em hotéis, para uma escapadinha de fim-de-semana e verifiquei que estão muito mais em conta no país vizinho. Mas que diferença!
Os nossos líderes sempre nos impingiram a ilusão da EU, da moeda única, da livre circulação de pessoas e bens, mas na verdade, essas benesses não atingem o cidadão comum.
Quem tem a sorte de poder viajar pela Europa, constata que há várias velocidades que marcam a nossa pequenez e inoperância perante os outros estados “amigos”.
Muitos de vós já estarão a falar com os vossos botões e a dizer que a culpa é dos nossos governantes, que não fazem e não deixam fazer, mas temos que admitir que não é verdade.
A culpa é totalmente nossa, pois ao permitirmos que tal tipo de gente nos desgoverne, estamos a assumir uma cumplicidade masoquista, que nos transformou em reumáticos mentais, com tendência para uma paralisia completa.
Os inteligentes do parlamento europeu, que até ganham muito pouco para aquilo que produzem, andaram a injectar pessoas no nosso quotidiano.
Já andam assustados. Agora os sinos tocam e já querem reactivar o controlo de fronteiras ou será mais uma manobra de diversão para nos fazer crer em coisas que têm pouco crédito?
Está em pleno, o processo de criar uma censura, forte, abrangente e global, sobretudo nas redes sociais, para empobrecer ainda mais, o já de si pobre povo.
O acesso à verdade está cada mais difícil. Porque será? Quem não deve não teme!
Os paladinos europeus da democracia, da modernização e da purga, estão assustados, pois as verdades estão aí, escarrapachadas, nas redes e só não vê quem não quer.
É preciso fazer uma pega de caras para dominar a besta que engorda a olhos vistos, à nossa custa e com o sacrifico de muitos dos nossos.
Esta gente perguntou se queríamos entrar na EU? Esta gente sufragou a moeda única?
Claro que não, pois os interesses dos que mandam nisto tudo, a isso os impediu de fazer.
A minha dúvida subsiste, ao fim de 50 anos, o que andamos a fazer pela nossa casa?
Nada, pois temos assistido, impávidos e serenos, em nome de uma utópica liberdade, à destruição, consertada e programada das nossas vidas.
Fomos chantageados, anos após anos, para entrarmos no túnel escuro, onde a qualidade de vida nos foi escondida, em nome dos novos esclavagistas.
Lanço um desafio a todos os portugueses, que é o de participarem mais activamente na vida do país, julgando e punindo aqueles, que por força das suas promessas não cumpridas, das suas incompetências, do uso e abuso das suas mordomias.
Há hora em que termino estas linhas, estão acontecendo situações, nível terceiro mundista, com tendência para agravar.
Fernando Roldão
Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico
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