Já «O Tabuense» (17 de Novembro deste ano) trouxera um, por si só esclarecedor, rol de contratos «multiusos» feitos por este «artista» com a Câmara Municipal de Tábua – maioria PS – e também assinalava as usuais actuações do homem na sua vertente de cantor vertido em várias acções de campanhas eleitorais do PS neste mesmo concelho de Tábua.
Agora, é o «Correio da Beira Serra» (16 de Dezembro, 2022) a divulgar uma série igualmente «de pasmar» de outros contractos, tipo «multiusos», desta vez da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital – maioria PS – com o mesmo «artista», e também a série dos espectáculos musicais protagonizados por ele durante campanhas eleitorais do PS, desta vez no concelho de Oliveira do Hospital.
Volto a dizer que estas comprometedoras «promiscuidades» assim denunciadas só por si devem fundamentar todas as acções públicas e institucionais destinadas a apurar, inclusive judicialmente, este emaranhado de ligações empresariais e de animação musical esta de âmbitos político-partidário e autárquico.
Por exemplo, e sem pretender ensinar a missa ao padre, é de apurar a quanto ascendem os valores totais das adjudicações dos variados projectos executados pelo «artista-empresário-cantor», discriminadas caso a caso. E também os valores por cada actuação «cultural», espectáculo a espectáculo, município a município. E através das «contas» apresentadas pelo PS em cada campanha eleitoral, quanto levou ele por cada actuação, espectáculo a espectáculo, município e município? Poderemos então comparar os respectivos preços. E mesmo que o «artista-cantor» não leve dinheiro ao PS por alguns desses espectáculos eleitoralistas, poderemos avaliar quanto dá a média do recebido por ele a partir da contabilização dos espectáculos autárquicos remunerados… Ou então e como disse um outro «artista-cantor», num outro espectáculo, «PS», (em Seixo da Beira) e citamos : «uma mão lava a outra»…
Na verdade, estas manobras «PS» devem ser «paráveis»…
E sabe-se agora que o tal «Mamarracho» a comprar é mesmo o Hotel. S. Paulo…
Dizia-se e deduzimos nós também que o tal edifício a comprar com dinheiro público para adequar às «100 camas» para estudantes da ESTGOH, é mesmo o «velho» Hotel S. Paulo. Podemos ler isso mesmo em notícia do CBS saída a 16 de Dezembro que foi beber essa informação a uma sessão pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.
Saudamos os leitores da nossa coluna habitual no CBS que também já tinham acertado nessa hipótese há uns tempos atrás. Prova que há quem se mantenha atento e espevitado. Vamos continuar assim…
E mais saudamos aqueles e aquelas que também já sabiam o nome e os relacionamentos partidários (PS) de alguns dos actuais proprietários do Hotel S. Paulo…
Tudo indica pois estarmos mesmo em presença de «engrenagem-rosa» (já assim antes designada) que faz por provar que o primeiro objectivo a prosseguir pelas maiorias PS em Oliveira do Hospital, e não só em Oliveira do Hospital, caso se venha a consumar a compra do edifício em causa, esse primeiro objectivo é resolver o problema dos actuais proprietários que não conseguiam vender o «velho» Hotel S. Paulo por um preço interessante como aquele de que também se fala (até 1,2 milhão de euros) no âmbito do projecto aprovado para o IPCoimbra para adequar às (quase) «100 camas»…
E assim será um negócio tipo «gato com o rabo escondido e o corpo de fora»…
Fora com isto !
Autor: Carlos Martelo
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