Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela vai gerir Plano de Revitalização de 155 milhões de euros
“O Governo está muito sensibilizado para estar de braço dado com os autarcas na valorização deste território. É importante que as pessoas possam ter condições de continuar a viver cá e que outras possam optar por viver cá”, disse o governante à margem da sessão de formalização da constituição da Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela.
A estrutura, que agrega as câmaras municipais de Celorico da Beira, Guarda, Gouveia, Manteigas e Seia, do distrito da Guarda, e Covilhã, do distrito de Castelo Branco, tem como finalidade executar as componentes municipais do Plano de Revitalização da Serra da Estrela, que tem uma dotação de 155 milhões de euros, elaborado após o incêndio de 2022.
A sessão de escritura da Associação decorreu hoje na Nossa Senhora da Assedasse, em Casais de Folgosinho, concelho de Gouveia, um dos lugares resilientes à passagem do fogo de Agosto de há dois anos.
O ministro da Coesão Territorial considerou que a associação é uma iniciativa dos autarcas e garantiu que o Governo “irá dar uma grande atenção para apoiar as soluções que os municípios vão encontrar”. Manuel Castro Almeida elogiou ainda a decisão do executivo do PS em elaborar o Plano de Revitalização da Serra da Estrela. “O anterior Governo tomou uma excelente iniciativa e a nossa obrigação é continuar, executar e até melhorar”, assinalou.
Os autarcas das câmaras que compõem a nova associação salientaram o espírito de união fomentado após o incêndio e reiteraram a vontade de aproveitar a oportunidade. “Queremos fazer. Vamos ter de mostrar que desta vez é diferente”, apontou o presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano.
O Plano é “uma oportunidade verdadeira” para transformar o território, sustentou o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, defendendo que este é um exemplo de coesão territorial.
Os autarcas sublinharam a necessidade de se avançar com projectos estruturantes para o território como os investimentos relacionados com a água e a economia verde.
Para o presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, o objectivo é tornar o Parque Natural um exemplo sustentável e o vice-presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Serra dos Reis, falou na esperança de ser uma forma de resolver os problemas locais.
A necessidade de fixar pessoas no território foi sublinhada pelos autarcas de Seia e de Gouveia. O presidente da Câmara de Seia, Luciano Ribeiro, acredita que o Plano e a Associação serão ferramentas fundamentais para alcançar esse desígnio. Já na opinião de Luís Tadeu, a solução para se evitarem incêndios como o de 2022 está nas pessoas, porque mantêm o território ocupado e trabalhado.
A sede da Associação é no Centro de Interpretação da Torre, no alto da Serra da Estrela, no concelho de Seia, e o mandato do Conselho Directivo será anual exercido de forma rotativa.
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