“Quem vive no Interior conhece as possibilidades que aqui existem, a qualidade de vida superior e um custo de vida atractivo. Estes territórios têm um património histórico é ímpar. Mas é preciso que as pessoas optem, que escolham viver aqui, mas para isso têm de ter conhecimento daquilo que é o interior. O desconhecimento leva muitas vezes ao preconceito descabido que temos de combater”. As palavras são da secretária de Estado de Valorização do Interior, Isabel Ferreira, que presidiu hoje à cerimónia de abertura da 43ª edição da Feira de Queijo Serra da Estrela que decorre até domingo, num discurso em que assegurou que o Governo está a investir e a trabalhar para fixar pessoas nos territórios de baixa densidade.
“O diagnóstico está feito, há um programa de Valorização do Interior que está no terreno e que se traduz em mais de cinco mil milhões de euros já investidos, grande parte deles nos últimos dois anos, e tem a ver com a coesão territorial”, frisou a governante, salientando que foram criados 26 mil postos trabalho no interior, lembrando também que teletrabalho é outra oportunidade, já que permite trabalhar a partir do Interior para qualquer parte do mundo, daí a importância dos Coworking instalados em várias zonas do território. “Isto é importante, como é importante facultar o acesso aos serviços de proximidade como a educação, saúde ou cultura”.
A governante recordou as palavras que tinham sido ditas momentos antes pelo presidente da autarquia de Celorico da Beira para lembrar a necessidade de aplicar as novas tecnologias e a ciência à produção do
Queijo Serra da Estrela. “O queijo Serra da Estrela é o embaixador do nosso país. Resulta do trabalho dos nossos avós. Dos nossos pais. Mas temos de pensar como é que os nossos filhos e os nossos netos vão trazer mais valor acrescentado. Para isso, é preciso implementar cada vez mais inovação, tecnologia, ciência. Há muitas dinâmicas de inovação a fazer, que o levem ainda mais longe e que o internacionalizem ainda mais. Com a aplicação, por exemplo, que permitam aumentar a sua conservação, o tempo de prateleira e das novas embalagens inteligentes que têm aplicação no queijo, sem naturalmente desvirtuar o produto tradicional e as suas qualidades de Produto de Origem Protegida. Temos de dar resposta a estes desafios e criar cadeias de valor mais fortes”, sublinhou.
Referindo que depois de ter sido realizado um diagnóstico das necessidades do Interior, Isabel Ferreira salientou que se encontra no terreno um plano para atrair e fixar pessoas no Interior, com medidas que, pela primeira vez, foram desenhadas especificamente para os territórios de baixa densidade. “Temos de tratar diferentes coisas que são de facto diferentes. Este programa tem por objectivo a manutenção e sobretudo a criação de emprego que é essencial para fixar pessoas no interior”, conta, explicando que este programa cortou com o passado. “
Aqui não temos apoios e medidas para todo o pais que depois têm uma majoração para o Interior. Não. Nós temos um pograma de medidas e apoios em exclusivo para o interior e definidas de acordo com as necessidades destes territórios”, conta, concluindo que há a necessidade de promover a colaboração entre os estabelecimentos de ensino superior e os agentes económicos. “É importante a colaboração entre os Institutos Politécnicos e Universidade e as empresas. de ensino superior e as empresas”, concluiu.
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