Como é sabido, o CDS/PP e o PSD não se entenderam em Oliveira do Hospital tendo em vista as próximas Eleições Autárquicas, a 12 de Outubro, e romperam a coligação que tiveram nas anteriores Autárquicas de 2021.
Ao que também é dito, foi o CDS local que tomou a iniciativa de rejeitar acordo com o PSD. A propósito, relembre-se que foi um dos principais autarcas do PS em Oliveira do Hospital, o primeirinho a felicitar publicamente o CDS por isso mesmo…e percebe-se bem a razão político-partidária por que o fez…
Daí para cá, os “ideólogos” locais do CDS logo engendraram uma conversa meio embrulhada para com ela também tentarem “endrominar” eventuais candidatos(as) e eleitores(as) votantes…
Afiançaram e afiançam eles, entre outras posições propagandísticas, que agora o CDS/PP, em Oliveira do Hospital, patrocina listas “independentes” de candidatos autárquicos rumo às Eleições de 12 de Outubro. Enfim, logo aqui um primeiro atentado contra a “gramática” eleitoral:- ao dinamizar listas, quaisquer que estas venham a ser, qualquer partido que nisso se envolva, na prática está a partidarizar e, em geral, a sujeitar a um objectivo partidário os sentimentos “independentistas” de quem arrastar na manobra e sejam eles candidatos ou votantes.
Mas até principalmente, essas listas não são de “cidadãos eleitores” (ditos “independentes”) como até já aconteceu em 2009, no nosso Município.
Há dias, o CDS/PP anunciou que, afinal e para o efeito, constituiu uma coligação formal com outro partido, o “Nós Cidadãos”, para dar suporte legal, precisamente, às listas que, nesse contexto partidário, co-patrocina no nosso Município. Ora, o processo legal daí decorrente desde o acto de apresentação das listas no Tribunal da Comarca de Oliveira do Hospital, obriga a que cada candidato ou candidata, dessa lista, seja “apresentado(a)”, um a um, por cada um dos dois partidos coligados – o CDS/PP e o Nós Cidadãos – no caso. E é ao partido que assume (por escrito) essa “apresentação”, lista a lista, que cada candidato(a) fica legalmente vinculado(a) e ainda que se utilize uma formulação do tipo “fulano ou fulana de tal (nome), candidato(a) independente proposto(a) pelo CDS/PP ou pelo Nós Cidadãos”, e caso este último venha a “apresentar” alguma ou algum dos candidatos da coligação. Depois, em caso de eleição para a respectiva Assembleia de Freguesia ou Assembleia Municipal ou Câmara, se um dos eleitos vier a sair do órgão autárquico para que foi eleito, deverá ser substituído por outro mas que tenha sido proposto pelo mesmo partido pois, formalmente, as coligações terminam a seguir ao dia das Eleições.
CDU também é uma coligação com um grande, mesmo grande, número de independentes…
CDU é uma coligação (Democrática Unitária) entre o PCP, o Partido Ecologista “Os Verdes” e o movimento cívico ID, Intervenção Democrática. Sem dar azo a confusões políticas ou programáticas, todavia, a CDU está no mesmo plano jurídico-formal que esta coligação entre o CDS/PP e o Nós Cidadãos baptizada por “Oliveira, o Motivo”, já com uma “variante” em Alvôco de Várzeas. De facto, anda por aí, à solta, alguma manhosice propagandística…
Sim, a CDU já é uma Coligação há anos. Sem cortinas de fumo em torno de “independentismos” fundamentalistas. Sem tentativas de “engodo” ao voto por processos enviesados e pouco esclarecedores. É que os Eleitores merecem-nos o maior respeito!
E demos agora conta que, curiosamente, o PSD mantém o mesmo “slogan” (frase propagandística) – “Construir o Futuro” – que já o era na “defunta” coligação com o CDS/PP nas Autárquicas de 2021. Ou seja, em Oliveira do Hospital, o PSD aproveita os “sobrantes propagandísticos” dessa ex-coligação. Entretanto, veremos algumas consequências eleitorais deste “divórcio partidário” ainda na noite das próximas Eleições, a 12 de Outubro…
Autor: João Dinis, Jano
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