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MAAVIM denuncia que algumas vítimas dos incêndios de 2017 continuam sem casa “apesar dos 50 milhões de euros da EU”

Movimento denuncia que a União Europeia já entregou 50 milhões de euros a Portugal para apoio às vítimas, mas algumas continuam sem casa e sem resposta. “Continuamos abandonados”, afirma Nuno Tavares Pereira, porta-voz da MAAVIM.

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) recebeu este mês uma comunicação da União Europeia confirmando a entrega de 50 milhões de euros do Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) ao Estado português para responder aos prejuízos causados pelos incêndios de 2017. A MAAVIM exige agora explicações sobre a aplicação deste montante e lembra que centenas de famílias continuam sem apoio, oito anos após a tragédia.

Segundo o porta-voz do movimento, Nuno Tavares Pereira, uma das principais finalidades deste fundo era garantir alojamento temporário para a população afectada, mas a realidade mantém-se inalterada: “Ainda existem famílias que perderam a sua habitação em Outubro de 2017 e continuam a viver na rua”. O responsável alerta ainda para o facto de muitas das habitações contratualizadas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C) não estarem concluídas.

O MAAVIM reclama também por apoios que nunca chegaram a agricultores, produtores florestais e empresas, alegando que, em muitos casos, não foram abertas candidaturas adequadas à especificidade das suas actividades ou houve exclusões por falta de critérios de elegibilidade. “Houve empresas que encerraram sem nunca receber qualquer apoio”, lamenta o movimento.

Embora o MAAVIM reconheça como positivo o início de pagamentos aos lesados dos incêndios de 2024, insiste que “os restantes pagamentos de Outubro de 2017” continuam por cumprir. O movimento lembra ainda os prejuízos provocados pela tempestade Martinho, cujos afectados continuam “sem luz ao fundo do túnel acerca das ajudas prometidas”.

“Não somos portugueses de segunda. Somos todos iguais e todos devemos ter o mesmo tratamento”, defende Nuno Tavares Pereira, que acusa o Estado de falhar no acompanhamento e fiscalização da aplicação das verbas. “O nosso foco são as pessoas, as famílias que resistem e continuam sem respostas. Só queremos que cumpram as promessas”, conclui.

O comunicado, divulgado esta semana, sublinha a urgência de uma intervenção efectiva e transparente por parte do Governo, alertando para o risco de continuar a perpetuar o abandono e a desigualdade no tratamento dos cidadãos afectados por catástrofes naturais.

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