Manuel Alegre dedicou as primeiras palavras na sua intervenção no XX Congresso Nacional do PS, em Lisboa, ao caso da prisão preventiva do ex-primeiro-ministro José Sócrates para dizer que se “desenganem” os que têm “a agenda” de envolver os socialistas nesse processo judicial.
“Somos um partido livre e fraterno, um partido que não muda as fotografias, um partido sem medo. Não estamos ensombrados e não temos medo de fantasmas, mas somos também um partido baluarte da democracia, do Estado social do Estado de Direito, cuja construção se confunde com a História do PS”, declarou.
Manuel Alegre elogiou ainda à nova liderança de António Costa. “Hoje, como há 40 anos, também se quer destruir a autonomia do PS para o colocar a reboque da política de austeridade da maioria PSD/CDS. Como se não bastasse a maioria parlamentar, o Governo e o próprio Presidente da República, também querem acrescentar o PS. Mas sei que António Costa, assim como Mário Soares há 40 anos, saberá preservar a autonomia estratégica do PS e saberá resistir aos cantos de sereia para que o PS se transforme numa muleta da direita, ou mesmo no terceiro partido da direita portuguesa”, disse, recebendo uma prolongada salva de palmas.
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