Home - Opinião - Na senda do 25 de Abril, mais vale Democracia a mais do que a menos. Autor: Carlos Martelo

Na senda do 25 de Abril, mais vale Democracia a mais do que a menos. Autor: Carlos Martelo

Há dias comemorávamos os 49 Anos do 25 de Abril e da conquista da Democracia.

Vem esta introdução a propósito do acontecido, precisamente no dia 25 de Abril, na Assembleia da República Portuguesa, perante o senhor Lula da Silva, Presidente da República Federativa do Brasil e que ali era considerado como tal.  Houve deputados de uma certa «extrema direita» que causaram contestação «barulhenta» no Hemiciclo da nossa «Casa da Democracia».

A Assembleia da República é um local que merece respeito e contenção em que os deputados – podendo contestar a vinda ao nosso País e seja lá de quem for – devem manter-se com uma (auto) dignidade própria, capaz de não ultrapassar e ofender a dignidade dos actos em que manifestem as suas opiniões e a dignidade cívica e individual dos seus interlocutores ou outros protagonistas.  E de fato esses deputados foram longe de mais.  Excederam-se.

Entretanto, desenvolveu-se uma «represália» institucional a partir de medidas de coacção propostas pelo Presidente da Assembleia da República e a aplicar ao grupo parlamentar desses deputados. E «eles» até parece que agradecem para se fazerem publicamente de «vítimas inocentes» da Democracia e desta Assembleia da República…e, assim, melhor atacarem uma e outra.

Creio sinceramente que não é com repressão institucional, pura e dura, que esses mesmos deputados se vão emendar, pelo contrário, vão até continuar a exagerar nesse tipo de comportamentos.  Precisamos, isso sim, que se resolvam os sérios problemas que mais «doem» às Pessoas e ao País!  Depois, «eles» vão perder gás e os apoios populares que inegavelmente já têm e que ameaçam fazer aumentar…

Na Assembleia Municipal de Tábua, joga-se «ping-pong» com a Democracia.

Pelo relato que lemos na comunicação social, pareceu um jogo de «ping-pong» com a Democracia, aquelas aparentes mesuras recíprocas em que, a dada altura, se entretiveram o Presidente da Câmara Municipal e o Presidente da Assembleia Municipal de Tábua, ambos eleitos pelo PS local.  Deu-se o episódio a pretexto da legitimidade institucional de um ou do outro para concederem o uso da palavra a um vereador eleito pela «oposição» às maiorias PS no Município, vereador esse que desejava falar no seguimento de uma certa intervenção do Presidente da Câmara na sessão da Assembleia Municipal que decorria (finais de Abril).

Enfim, o diálogo relatado entre os dois principais edis do município de Tábua, parece protagonizado por dois «tótós» que se ensarilham nas práticas políticas.  Diga-se à partida, que a Lei e, daí, os Regimentos das Assembleia Municipais concedem ao Presidente da Câmara o direito institucional de conceder a palavra aos «seus» vereadores para estes intervirem na Assembleia Municipal com opinião ou esclarecimentos.  Porém, será sempre de considerar que, por iniciativa própria, o Presidente da Assembleia Municipal possa recomendar à Assembleia e ao Presidente da Câmara que os vereadores da «oposição» e sem pelouros atribuídos também possam usar da palavra em sessão e se assim o requereram à Mesa da Assembleia a quem, em primeiro lugar, compete dirigir os trabalhos. E igualmente é recomendável que o Presidente da Câmara concorde com essa pretensão, sem «ressabiamentos».

Agora, tal como se passaram os «salamaleques» institucionais trocados entre correligionários PS, no caso o Presidente da Assembleia Municipal e o Presidente da Câmara Municipal de Tábua, isso conseguiu ser ridículo.  Haja mais bom senso!

Azul era a bandeira em Alvôco…porque azul (límpida) era a água do Rio…

Caiu-nos mal a notícia da «perda» da Bandeira Azul na praia fluvial de Alvôco de Várzeas, no irrequieto Rio Alvôco, afuente do Alva que também já foi mais alvo (limpo) que agora é, aliás como acontece aos rios da nossa Região e noutras mais.

Ter ou não «Bandeira Azul» vale o que vale mas mais vale tê-la que perdê-la, certo?

Que aconteceu, entretanto, para que assim seja em Alvôco?  Parece que a água ficou mais escura que azul (limpa).  Porquê? Mais sujidade a acumular e mais poluição.  Processo que se mantém sem medidas de ataque eficaz às causas principais e seja da parte da Câmara Municipal seja do Ministério do Ambiente e seus Organismos vocacionados.

Quem te viu Rio Alvôco e quem te vê! Fresco continuarás em tuas águas e tuas sombras.       E assim ainda há esperança, e haja vontade política…  Cuide-se melhor do Rio Alvôco para que ele possa continuar a cuidar de nós!

Carlos Martelo

 

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

LEIA TAMBÉM

Também nas tempestades – “Mais vale prevenir que remediar!” … Autor: João Dinis, Jano  

A experiência e a sabedoria populares ensinam este postulado que é válido tanto para fogos …

“Crónicas de Lisboa”: Quando a Natureza Se Zanga. Autor: Serafim Marques

“….o vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde …