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O fundador da empresa Davion, Carlos Brito, considera que “os autarcas [da região] nunca conseguiram reunir a capacidade de iniciativa dos empresários, proporcionando possibilidades para inovar e expandir, com cursos técnicos, os recursos necessários para a indústria têxtil e da confecção”. O empresário oliveirense, que falava durante a primeira conferência do FOHRUM sobre futuro do Tecido Empresarial em Oliveira do Hospital e na região, que decorreu no sábado, expôs esta fragilidade e sublinhou a importância de criar oferta lectiva que responda às necessidades da economia local.
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O fundador da Davion foi um dos participantes na mesa virtual que contou também com a presença do presidente do Município de Braga, Ricardo Rio, do fundador da The Loop Company, Ricardo Morgado, bem como com o presidente da ACII – Associação Comercial e Industrial do Interior, Virgílio Santos, além do CEO da BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, João Nunes, conseguiu mais de 6 mil visualizações. O painel discuriu ‘Os Desafios do Tecido Empresarial no Interior’, falando-se de temas como o investimento empresarial, as políticas de emprego, o empreendedorismo jovem, a eficácia das start-ups no interior do país ou a importância do têxtil para a região.
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O fundador da The Loop Company explicou que “hoje há condições como nunca houve para criar uma empresa ou uma start-up onde quisermos. É um efeito da pandemia e deve ser encarado como uma oportunidade”. Acrescentou ainda que “o emprego já não tem de estar só onde estão os escritórios e as sedes”. A visão do presidente da Câmara Municipal de Braga não é muito diferente. Ricardo Rio considera que “Oliveira do Hospital está a uma curtíssima distância da Universidade de Coimbra e de outras cidades como Viseu e Guarda. Tem um triângulo virtuoso do ponto de vista académico, que pode ser potenciado em ligação ao Tecido Empresarial”.
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O CEO da BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, João Nunes, sublinhou que Oliveira do Hospital é uma cidade que, em cerca de quatro horas, tem ao seu alcance “cerca de 16 milhões de pessoas”, destacando esta localização estratégica para derrotar os problemas da interioridade.
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Mas durante a conversa, identificaram-se ainda outros problemas, nomeadamente na fixação de pessoas no concelho e na região. Os oradores apontaram como principais fragilidades o despovoamento do interior do país, a pouca disponibilidade de habitação, as vias de comunicação incompletas, como o IC6, e ainda algumas limitações sentidas nas infraestruturas digitais.
A conferência encerrou focada nas soluções. Aproveitar melhor a potencialidade das florestas, facilitar o investimento e apoiar os empresários na sua instalação na região ou ainda a aposta em negócios que promovam a economia circular estão entre as sugestões propostas ao longo do debate. No rescaldo da conferência, Ana Rita Ribeiro, um dos membros do vetor de Tecido Empresarial, sublinhou ter a certeza de que “o futuro parte por incentivar os jovens a serem autores e protagonistas deste tipo de soluções modernas, voltadas para a digitalização e novas tecnologias, enquanto força motriz do desenvolvimento da região”.
Pode ver o debate completo no seguinte Facebook.