Um pastor de Seixo da Beira Manuel Simões, proprietário da Quinta do Cruzeiro e produtor de Queijo Serra da Estrela DOP foi, esta manhã, à reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital insurgir-se contra os ataques de cães ao rebanho de que é proprietário. O agricultor estima que desde os incêndios de 2017 já perdeu mais de 300 ovelhas, devido ao ataque de cães vadios, e que de Setembro até ao dia 1 de Novembro já lhe terão sido mortas cerca de 60 animais, estas últimas, no seu entender, por cães propriedade de caçadores.
“Estão lá mortas desde o feriado duas cabras e três ovelhas que ainda nem as fui buscar”, atirou verdadeiramente irritado o ovinocultor, ele que, em protesto, arrancou mesmo as placas do Clube de Caça, Pesca e Tiro de Seixo da Beira e Vila Franca que demarcam o Campo de Treino de Caça que se encontravam junto da zona onde pastoreia as suas ovelhas e entregou-as ao executivo da autarquia. Manuel Simões diz que o Campo de Treino de Caça pode não estar legal e insurge-se contra a prática de caça naquele local, alegando que favorece o ataque dos cães ao seu rebanho. “Apanhei-os lá à noite…. Apontaram-me quatro armas. O processo está entregue à polícia Judiciária e à GNR”, diz exaltado, defendendo que a Câmara Municipal tem de tomar medidas, assegurando que a impunidade não pode continuar. “Mas eu não sou polícia” respondeu pacientemente o líder da autarquia, José Francisco Rolo.
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, de resto, explicou a Manuel Simões que já lhe foram atribuídos apoios para atenuar os danos causados. Aconselhou o produtor a seguir as recomendações, que já lhe foram comunicadas pelos veterinários, de cuidado, autoprotecção e defesa dos animais. O autarca solicitou ainda que o pastor fosse recolocar as placas dos locais de onde as tinha retirado.
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