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O PCP de Tábua criticou a decisão da Santa Casa da Misericórdia local de proibir pausas curtas para alimentação, considerando que a medida agrava as condições de trabalho e afecta a saúde dos funcionários. Num comunicado, a estrutura local do Partido Comunista Português refere que, numa altura marcada pelo agravamento das dificuldades económicas, com o aumento dos combustíveis e do custo de vida, a instituição terá decidido impedir que os trabalhadores façam pequenas pausas para ingerir alimentos simples, como fruta ou pão, prática que até aqui era comum.
Os comunistas sublinham que os trabalhadores da Misericórdia desempenham funções fisicamente exigentes, nomeadamente no apoio directo aos utentes, o que exige níveis adequados de energia e bem-estar. “Estes trabalhadores dão o seu corpo para garantir o bem-estar dos utentes”, lê-se na nota.
A mesma posição questiona a decisão da administração, considerando-a incompreensível e injustificada, sobretudo quando, segundo o PCP, a maioria das empresas permite pausas curtas por contribuírem para a saúde, produtividade e satisfação dos trabalhadores.
O partido aponta ainda que os salários praticados não acompanham o aumento do custo de vida, acusando a instituição de, em vez de melhorar as condições laborais, criar novos obstáculos.
No final do comunicado, o PCP manifesta solidariedade com os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Tábua e assegura que procurará intervir no sentido da melhoria das suas condições de vida e de trabalho.
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