Com três abstenções, a Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, reunida no último sábado, deu luz verde à constituição da Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro que, vai funcionar em estreita cooperação com o Instituto Pedro Nunes e a Universidade de Coimbra, bem como com outros organismos que já se disponibilizaram para esse efeito.
Para o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital está em causa uma estrutura que visa potenciar a criação de empresas alternativas em Oliveira do Hospital. “Tenho uma grande esperança de que a plataforma irá mexer muito no concelho, porque envolve gente com muita experiência”, afirmou José Carlos Alexandrino, que revelou ser ainda seu objectivo envolver associações locais como a CAULE e até as Juntas de Freguesia.
O propósito da nova estrutura chegou, contudo, a ser colocado em causa pelo deputado do PSD João Esteves, por considerar que “vai exercer a mesma actividade da ADI e da Adeptoliva”. “Vai fazer e desenvolver o mesmo que outras associações poderiam fazer com outras adaptações e alterações nos seus estatutos”, observou aquele elemento da Assembleia Municipal, que na hora da votação, optou pela abstenção.
Também o eleito da CDU, João Dinis, chamou à atenção para que “haja transparência na gestão” da nova plataforma.
Plataforma “não vai ser um sorvedouro de dinheiros públicos”
Discordante da posição defendida por Esteves, o presidente da Câmara referiu que “não é possível comparar a plataforma com a ADI e a Adeptoliva”, porque a primeira vai “concentrar esforços no município de Oliveira do Hospital”.
Alexandrino encontrou, ainda, diferenças no facto de a nova estrutura estar ligada a “pessoas com uma craveira e um nível científico muito grande”. Neste domínio, destacou o envolvimento do jovem investigador João Nunes que tem reunido com “pessoas de grande gabarito a nível nacional”.
Quanto ao alerta deixado por Dinis, o presidente da Câmara assegurou que a nova associação “não vai ser um sorvedouro de dinheiros públicos”, nem vai servir para a instalação de “boys”. Alexandrino, lembrou inclusive que as pessoas que vão estar à frente da plataforma nem serão de Oliveira do Hospital. “Serão pessoas com um nível académico”, especificou o autarca, a quem cabe nomear o presidente do Conselho de Administração da plataforma.
Numa primeira fase a plataforma vai funcionar na Zona Industrial de Oliveira do Hospital, mas o objectivo de Alexandrino é o de, paralelamente, “se tiver o desenvolvimento esperado, resolver o problema da ACIBEIRA”. Segundo a explicou, pretende-se a recuperação faseada de alguns espaços daquele centro de negócios localizado em Lagares da Beira, para a instalação da nova plataforma.
Destinada à investigação e ao desenvolvimento tecnológico, a plataforma visa também “ir buscar dinheiro aos fundos comunitários”.
Confiante no novo projecto, Alexandrino pretende que o mesmo “sirva de motor ao concelho”, mas com os pés assentes na terra observa que o seu sucesso “depende muito da capacidade do nosso município e das pessoas que se conseguirem arrastar para aqui”.
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