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Politécnico de Coimbra mobiliza comunidade para remover espécies invasoras no campus da ESAC

A vice-presidente Ana Ferreira destaca a importância estratégica da sustentabilidade ambiental. Actividade inserida na Semana sobre Espécies Invasoras contou com a participação de estudantes, docentes e técnicos do IPC.

A identificação e o controlo de espécies invasoras reuniram a comunidade académica do Politécnico de Coimbra (IPC) na manhã de 5 de Maio, numa acção promovida pelo Serviço de Saúde Ocupacional e Ambiental (sSOA) e pela Escola Superior Agrária do IPC (ESAC), que teve lugar na Mata do Campus da ESAC.

A intervenção consistiu em trabalhos de arranque e descasque de acácias, permitindo aos participantes uma abordagem prática ao problema da presença de espécies exóticas invasoras na região de Coimbra. A actividade foi integrada na Semana sobre Espécies Invasoras Portugal & Espanha (SEI 2025), iniciativa ibérica que decorre entre 29 de Abril e 5 de Maio e que reúne mais de 180 acções de sensibilização e controlo em ambos os países.

Ana Ferreira, vice-presidente do Politécnico de Coimbra, considera que “a promoção da sustentabilidade ambiental é uma prioridade estratégica para o Politécnico de Coimbra, e iniciativas como esta, centradas na identificação e controlo de espécies invasoras, reflectem o compromisso contínuo da nossa comunidade com a preservação da biodiversidade e a gestão responsável dos ecossistemas”. A mesma responsável sublinhou ainda a participação activa de estudantes, docentes e não docentes, frisando que esta “proactividade não só contribui para a melhoria dos espaços verdes dos nossos Campus, como tem o potencial de se estender para além das fronteiras do IPC, através da replicação de boas práticas nos territórios onde cada participante vive e actua”.

A acção contou com a coordenação da professora Hélia Marchante, especialista em ecologia e docente da ESAC, que salientou a mobilização transversal da comunidade académica: “Foi muito positivo ver não só a adesão da comunidade de estudantes da ESAC, principalmente da área florestal, mas também de estudantes, professores e outros colaboradores de outras Unidades Orgânicas do IPC. Definitivamente, uma iniciativa a repetir”.

De acordo com os organizadores, o controlo de espécies como a Acacia dealbata, vulgarmente conhecida por mimosa, é essencial para conter a degradação dos ecossistemas autóctones. Estas plantas, oriundas de outras regiões do globo, tendem a alastrar rapidamente, reduzindo a diversidade de flora local e dificultando a regeneração natural da vegetação.

A Mata do Campus da ESAC, localizada em Bencanta, é utilizada com fins pedagógicos e científicos, servindo de campo de trabalho para áreas como a engenharia florestal, a biotecnologia e a ecologia. A intervenção realizada inscreve-se também nos objectivos de valorização e gestão sustentável deste espaço, com enfoque na formação prática e na sensibilização ambiental.

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