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Presidente da CMOH exibe dívida superior a 7,5 milhões referentes a 2009, mas relatório de gestão mostra que o montante ronda apenas os 5 milhões

O Presidente da autarquia de Oliveira do Hospital na última Assembleia Municipal exibiu um cartaz onde se podia ler que a dívida herdada do mandato do seu antecessor, Mário Alves, superava 7,5 milhões de euros. Mas o relatório de gestão apresentado em 2013, onde constam as dívidas do município de 2006 a 2013, demonstra que, quando José Carlos Alexandrino, assumiu os destinos do concelho, a dívida era apenas de 5.084.877,43 euros.

O eleito António Lopes analisou o caso e já requereu ao líder em exercício da AM, para que lhe sejam facultados os documentos de prestação de contas do Município relativos aos exercícios de 2006 e anos seguintes, bem como os valores recebidos de fundos do QREN e outros quadros financeiros em anos posteriores a 2009 e relativos a obras executadas até 31 de Dezembro desse ano.

“Muito apreciávamos que a mesa nos esclareça ou mande esclarecer, onde arranjou o executivo o número apresentado em cartaz (num número burlesco) na última AM”, escreve ainda António Lopes numa missiva, além dos requerimentos, dirigida a Rodrigues Gonçalves, na qual acrescenta que “mentir é o refúgio dos fracos”. “Um bocadinho de ética e honestidade política fica bem e enobrece o debate”, frisa.

António Lopes lembra também a Rodrigues Gonçalves que a Assembleia Municipal serve “para cumprir e honrar o mandato dos oliveirenses”. “Não é para assistir a números de baixa comédia, nem de política, politiqueira”, justifica, classificando os números apresentados por José Carlos Alexandrino de conterem “anormais discrepâncias”. “Em nome das mais elementares regras democráticas, solicito o cabal esclarecimento”, frisa, considerando que existe “um descrédito para a Câmara Municipal”, com a “divulgação sistemática de números contraditórios”.

O CBS fazendo uso da acta da reunião da câmara de 06/08/2013 onde Mário Alves garante ter deixado um saldo bancário de 2 milhões de euros de empréstimos por utilizar, acrescido de 1.538.825,00 euros que receberam depois referentes a acertos de obras que estava feitas e totalmente pagas. “Na dívida que apresentou somou o depósito de dois milhões que pertenciam à autarquia. E se a esse valor deduzissem os fundos que vieram a arrecadar posteriormente, a dívida ficaria apenas em cerca de 3,5 milhões”, explica uma fonte próxima de Mário Alves, acrescentando que o que se passou na última AM “foi um embuste político”. “Procuram por formas obscuras iludir os oliveirenses com uma boa gestão quando fazem uma gerência desastrosa do dinheiro público”, sublinha a mesma fonte. A título de exemplo, refere que só em relação à requalificação do Largo Ribeiro do Amaral, a autarquia veio a embolsar cerca de 940 mil euros.

Relatório de gestão de 2006 a 2013              

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Números apresentados por José Carlos Alexandrino na AM   referente à dívida de 2009                                                                                              eeee          

 

 

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