Home - Opinião - Quem te avisa… Autor: Fernando Roldão

Quem te avisa… Autor: Fernando Roldão

Sempre ouvi esta frase ao longo da minha vida e continuo a achar que faz todo o sentido numa sociedade fraterna e humanizada.

O problema é que há um grande número de pessoas que fazem tábua rasa dela e a adulteram.

Uns deliberadamente, outros por simples e pura ignorância.

Muita pena tenho de não ter tido amigos que me avisassem das realidades cruéis e por vezes ultrajantes da vida, porque, afinal, quem te avisa, teu amigo é.

Deixemos o passado e entremos no presente, que afinal é o que conta para levarmos a nossa viagem a bom porto, não esquecendo que muitas pessoas não querem ser avisados, porque se acham suficientemente inteligentes ou espertos, para não necessitarem destes avisos.

Os últimos 50 anos demonstraram que afinal os avisos dos amigos não serviram para nada.

A sociedade está a caminhar para o abismo e a maioria não quer nem saber de avisos.

O homem no seu percurso tem uma tendência mórbida para repetir erros, que afinal, já todos ou quase, constataram que são autenticas aberrações.

Olhando para o mundo, posso afirmar, com pouca ou nenhuma margem de erro, que afinal, as guerras, o caos e a ganância, estão na ordem do dia, tornando a vida num salve-se quem puder ou então como é hábito dizer-se, quem vier atrás que feche a porta.

A preguiça mental apoderou-se do mundo, bem divulgada por elites que não tendo nada para fazer, usam jogos reais, onde tudo o que mais lhes interessa, são as mordomias.

Gente, parasita, cancerosa e bolorenta, abutres do sofrimento alheio, onde vale tudo, mas mesmo tudo, para controlar os seus escravos e alimentar a sua ociosidade.

O que mais me choca é a masoquista indiferença com que a maioria da sociedade aceita este estado de coisas, sem uma reacção, transpirando resignação e até desprezo pela sua própria vida.

Recuo ao tempo da farsa pandémica, onde os avisos que dei foram constantes sobre o que estava a acontecer e o que daí adviria num futuro a médio prazo.

Relembro alguns amigos, conhecidos, pessoas de relacionamento de proximidade, que olhavam para mim com ar de desconfiança e muitos me pediram que não abordar esse tema, pois achavam que era louco, negacionista e tantos outros adjectivos.

Infelizmente para eles, hoje pedem desculpa, por não terem escutado os meus avisos e conselhos, mas nem todos, pois há aqueles que, apesar das evidências, provas, noticias e consequências físicas, não têm a humildade ou a coragem de admitir o erro, utilizando a famosa técnica da avestruz.

Apesar de hoje termos mais alguma liberdade que nos foi subtraída através de uma censura dura, ditatorial, já vamos tendo acesso às cenas por detrás das cortinas, onde os ditadores, mentirosos e colaboracionistas se esconderam para espalhar a sua venenosa doutrina.

Estamos a ver, cada vez mais, vídeos nas redes sociais onde nos mostram cruéis imagens da destruição de um belo país, de uma segurança elogiada nos 4 cantos do mundo, onde o respeito pelas tradições, costumes e regras de vida em sociedade, estão a ser destruídas â velocidade da luz, sendo que por este andar, será uma questão de pouquíssimos anos onde todos estaremos a carpir as mágoas, da nossa apatia e surdez.

O país está a ferro e fogo ou ainda tem dúvidas?

Veja com atenção o que passa à sua volta, rápido.

Acordem portugueses para a realidade, começando nos políticos que se servem dos seus cargos em benefício próprio, ostracizando quem confiou neles e que nos estão a arrastar para o precipício ou só irá acordar quando partir o pescoço depois da previsível queda?

Todos têm direito de viver, de emigrar, de trabalhar noutros países, mas exigimos que eles sejam como nós temos sido, enquanto emigrantes, trabalhadores, respeitadores e cumpridores das leis.

O velho ditado tem que ser aplicado em Portugal; em Roma sê romano.

Se ninguém puser ordem neste cantinho à beira mar, os próximos filmes da saga Mad Max, irão ser filmados em Portugal.

Precisamos de todos, mas dentro das regras e do respeito por quem lhes abriu as portas.

Muitos se revoltam, por palavras, contra este estado de coisas, mas está na hora de arrumar a casa ou as ratazanas tomarão conta das nossas vidas e acabarão por nos comer vivos.

Quem te avisa teu amigo é. Depois não digas que não te avisei.

A cena das “ferroadas” ainda não chegou para vos acordar?

Quem não defende o que é seu, não merece o que tem. É isso que quer para o seu país?

 

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

LEIA TAMBÉM

“Afinal havia outra”… Havia outra zona para as fotovoltaicas da “Fábrica Godzila”… Autor: João Dinis  

Lembremos que, o ano passado, veio a público a intenção do grupo SONAE/ARAUCO em instalar …

Girabolhos não salva o Mondego: é hora de pensar no território, não na energia. Autor: Nuno Pereira

Não existem registos que nos possam acalmar relativamente às cheias do Baixo Mondego. Mas existem …