Home - Opinião - “Sessão Solene” do 25 de Novembro, em 2024 na Assembleia da República. É “torturar” a História para “torcer” o presente e o futuro! Autor: João Dinis

“Sessão Solene” do 25 de Novembro, em 2024 na Assembleia da República. É “torturar” a História para “torcer” o presente e o futuro! Autor: João Dinis

Desde 25 de Novembro de 1975, ao longo já de 49 anos, volta e meia, juntos ou separadamente, apareceram certas forças políticas e alguns rostos ligados ao revanchismo pós-25 de Abril contra o perfume da “Revolução dos Cravos”.  Para isso, dedicaram-se e dedicam-se a “torturar” a História e a montar e a dramatizar “cenas” com o objectivo de rever ou mesmo “inventar” acontecimentos e de tentar apagar a projecção ímpar, social, política, patriótica, do 25 de Abril de 1974.

Este ano de 2024, tais forças político-partidárias e certos rostos virados, umas e outros, para o antes do 25 de Abril, concentraram vontades e meios, por exemplo, na Assembleia da República e, de alguma forma, também no Governo. Vai daí, conseguiram impor a decisão institucional de também comemorar, dentro da Assembleia da República, o dogma do “25 de Novembro de 1975” com uma “Sessão Solene” pretensamente equiparável à “Sessão Solene” das comemorações do 25 de Abril.

Sim, com a imposição desta “Sessão Solene” para 25 de Novembro deste ano de 2024, querem atacar pela frente e pelas costas o 25 de Abril e tudo aquilo que de mais genuíno ele contém e se desenvolveu desde aí e apesar das dificuldades do caminho.

Eu, para não regressar a outros enquadramentos – já o ano passado pelo menos, aqui escrevi, no CBS, um artigo de opinião mais desenvolvido sobre aquilo que de facto foi o 25 de Novembro de 1975 – cito agora a poetisa que sintetizou uma bela ideia na sua frase: – “Dia inicial, inteiro e limpo” – referindo-se ao Dia 25 de Abril de 1974. Ou como disse um escritor estrangeiro: – “O 25 de Abril foi algo totalmente novo e único na História”.

Volto eu a sintetizar dizendo que o 25 de Novembro de 1975 foi uma “golpada” bem urdida por militares e civis, incluindo alguns ligados a serviços secretos conspiradores como a CIA dos EUA, e que levou a uma alteração drástica no curso de Revolução iniciada a 25 de Abril.

Sim, na sua essência, o 25 de Novembro de 1975 foi uma perigosa encenação política com apoio militar levada a cabo por um conjunto de “conspiradores” em geral conscientes do que estavam a fazer e que, “na confusão”, manipularam muitos ingénuos…

Quero, entretanto, assinalar a acção apaziguadora – evitar combates fratricidas – protagonizada pelo então Presidente da República, Costa Gomes — pelo Capitão Salgueiro Maia que se não deixou utilizar contra outros militares “que com ele tinham feito o 25 de Abril” — também por Melo Antunes que cedo veio a público travar piores consequências. Honra lhes seja feita!

PAZ Sim!   Guerra Não!  Só a PAZ assegura futuro à Humanidade!

Quisera eu ter um berro que se ouvisse no Mundo todo para berrar esta minha convicção!   Mas não tenho.  Mas falo nem que a voz me doa!

Estes últimos dias aumentou ainda mais a profunda preocupação com que olho para as guerras. Não suporto a visão, sequer a antevisão, da destruição, do sofrimento e da morte.  Maldita seja a guerra e malditos sejam os e as que a promovem e seja lá onde for!!

E a guerra na Ucrânia não cessa de escalar nas tragédias e também nos perigos que engendra no seu bojo.  Agora é a possibilidade – ouvi há pouco dizerem já concretizada – dos líderes da Ucrânia mandarem bombardear território russo com mísseis de longo alcance que lhes sejam fornecidos. Dir-se-á – dirão prontamente os “mercenários ideológicos” ao serviço dos traficantes da morte (dos donos da indústria e do comércio de armamentos) – que é um direito que assiste à Ucrânia que também vê o seu território a ser bombardeado a mando de Putin.  O grande e trágico problema, é que não se trata de uma guerra em jogos ou vídeos de computador. É uma guerra-guerra real, altamente destruidora e assassina.  E que, de repente, fica mesmo, mesmo, à beirinha de uma catástrofe brutal, verdadeiramente à escala planetária.

Ouvimos agora Putin dizer que se território da Rússia vier a ser atacado a “retaliação” será inevitável e que poderá chegar ao uso de armamento nuclear…  Ora aí estamos, aliás tal como era previsível. Acrescento mesmo que Putin dará essa ordem para uso do armamento nuclear se assim vier a decidir.  Convém ter muito em conta aquilo que ele diz…     E depois, e depois que acontecerá? Então, ficam criadas as condições necessárias e suficientes para que aconteça a tragédia final em que cinzas de russo não serão diferentes de cinzas de ucraniano E, ALIÁS; TAMBÉM NÃO FICARÁ NINGUÉM PARA AS COMPARAR!…

Em nome da Vida e da Civilização, é imperioso travar para parar esta guerra!    ONU onde estás tu?!   Algo ou alguém tem que intervir – já – para convencer, para influenciar, para parar esta guerra de entre outras!

Pergunto mesmo: – Onde está Tu, ó Deus dos Homens e das Mulheres, dos Céus e da Terra!

Eu sou apenas um homem muito humano.  E tenho medo, muito medo! E nem é por mim, principalmente…  É por todos nós…e por uma filhota de 9 anos!  Sim, quero toda a Paz do Mundo para o Mundo todo!

 

 

 

 

João Dinis, Jano

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