Home - Opinião - «Só queria que me saísse» (…) um comboiozinho TGV… Autor: Carlos Martelo

«Só queria que me saísse» (…) um comboiozinho TGV… Autor: Carlos Martelo

A notícia «bumba» por aí e dá-nos conta do anúncio da «modernização» da «Linha da Beira Alta» dos comboios da CP.   É-nos dito que essa obra – é importante – vai durar 9 meses, desde Abril deste ano a Janeiro de 2023 e, isto, dentro de previsões demasiado otimistas, dizemos nós… As obras, entre Pampilhosa e Guarda, destinam-se, sobretudo, a melhorar/rentabilizar o serviço de transporte de mercadorias e vão custar um dinheirão do nosso dinheiro público.  Depois, as pessoas que procurem «apanhar boleia» das mercadorias nos futuros comboios neste percurso…

Ao ouvir o prazo oficial da duração das obras em causa – nove meses – veio-me logo à ideia o primeiro, o mais extraordinário e mesmo o mais importante tempo da vida de um ser humano, afinal aquele tempo que normalmente passamos em formação na barriga da mãe.

E não sei bem porquê, também me lembrei de uma passagem notável desse filme notável  «O Pátio das Cantigas»  em que os compinchas de ocasião nessa cena (um deles Vasco Santana) furam/varam com pregos uma parede e atingem do outro lado os pipos do: «Evaristo, tens cá disto ?» (António Silva), enquanto que, na expetativa do vinho a jorrar pelo buraco que abre à martelada, um castiço roga: – «Só queria que me saísse branco!» …

Ora, estando a «mãe» Linha da Beira Alta nove meses para «parir» uma nova linha, então eu rogo:- «só queria que também saísse um comboiozinho TGV !» – portanto, um comboiozinho dos de alta velocidade !   Pois, sempre andaríamos mais depressa…

E o IC 6?   Só quero mais um troçozinho!   Senão, não mais volto a escrever no CBS!

(onde é que eu já ouvi uma promessa parecida a esta?…)

Mantém-se o Ministro da tutela no novo governo.  Há dinheiros públicos já arrecadados – ou deverá havê-los – provenientes dos leilões das tais «5 G» das novas telecomunicações. Mantém-se em vigor o Decreto-Lei de Maio do ano passado sobre estas matérias.  Então, estão reunidas as condições básicas para que o «nosso» IC 6 arranque depois destes anos «abacelado» pelo desleixo de vários governos.

Durante anos, houve quem por aqui gritasse autodesvanecido: «pusemos Oliveira do Hospital no mapa!».  E também houve, lembro-me, quem respondesse: «pois sim, mas como e quando é que se vem até cá melhor e mais depressas que agora ?».

Desta vez, não se pode esperar mais tempo!   Avance mais um troçozinho da obra do IC 6 no concelho de Oliveira do Hospital!

Se o governo hesitar, vamos buscar reforços à Assembleia da República e ainda que à bancada dos Deputados do partido do governo !  Haverá por lá «guerrilheiros» destemidos, pregadores de promessas, porém não cumpridas quanto às obras do IC 6…   Estão, pois, a tempo de se redimirem desses pecados não originais embora cometidos nas origens, cá no nosso Município.

E de nossa parte, C. Martelo, como não temos um grande martelo de facto, vamos martelar com a escrita.  Vamos zurzir a cabeça dos governantes para os ajudar a serem mais cumpridores dos seus próprios compromissos.  E se mesmo assim as obras do IC 6 não avançarem um só troçozinho mais que seja, então nós deixaremos de escrever no CBS!

Enfim, após passar algum tempo sobre este momento de exaltação pessoal, não poderei prometer que cumpra esta minha promessa…  Um dia, o IC 6 vai ser continuado.   Até lá, é precisa a «chibata» (da escrita…) a zurzir nos falsos «profetas».

Ou em como os estrondos da guerra abafam os ruídos dos escândalos domésticos…

Que também o diga um tal de Boris Johson primeiro-ministro da Grã-Bretanha na ressaca das festanças semanais, bem regadas a álcool, na sua Residência Oficial em Londres e também sede do Governo de Sua Majestade.

Assim procediam «eles» em farras sucessivas enquanto os seus compatriotas Ingleses morriam de Covid e a Rainha de Inglaterra chorava sozinha no velório do seu defunto marido, o Príncipe (consorte) Filipp de Edimburgo.

Esta guerra veio fazer «arrefecer» tais escândalos e Boris Johson continua a «arrotar postas de pescada» por aí.   São uns farsolas estes «artistas» todos…

Ai, ai, este Mundo está entregue, a bêbados «snobs» (com a mania da superioridade), a velhos senis, a doidos-maus, a «comediantes de tragédia»…  Vá lá, experimente pôr nomes em cada uma dessas «categorias» para testar a sua atenção ao mundo…

Carlos Martelo

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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