Home - Politica - Vereador do PSD insurge-se contra retirada de processo judicial a António Lopes

Vereador do PSD insurge-se contra retirada de processo judicial a António Lopes

Aquele processo foi movido a António Lopes – na altura em que Rocha presidia à ADEPTOLIVA – , em consequência de algumas declarações que o então deputado municipal da CDU fez à comunicação social a propósito de alegadas irregularidades na Eptoliva.

Na altura, Lopes interveio na assembleia municipal questionando o executivo camarário sobre algumas situações, relacionadas com aquela escola profissional, que lhe haviam sido denunciadas por um munícipe que, mais tarde, se disponibilizou mesmo para ir a tribunal confirmar as acusações.

Entre outras situações, o então deputado da CDU pediu explicações sobre a alegada existência de “formadores sem habilitações próprias” e , ainda, sobre uma eventual compra de maquinaria usada que a Eptoliva teria feito a uma empresa de confeções que, entretanto, fechou portas.

Queixando-se de não obter “qualquer resposta” por parte dos responsáveis da Eptoliva, Lopes trouxe o caso para a comunicação social, e Rocha – numa decisão subscrita por “unanimidade” no seio da ADEPTOLIVA – decidiu mover-lhe uma queixa-crime por entender que o “bom nome” da Eptoliva estava a ser posto em causa.

Entretanto, o novo executivo camarário decidiu recentemente dar instruções à ADEPTOLIVA para desistir do processo.

Com esta decisão – considerou aquele vereador da oposição, na reunião executivo – “Abre-se um precedente grave”.

Rocha lembrou uma afirmação em que José Carlos Alexandrino teria dito que “a escola não pode ser um palco de lutas políticas”, e deixou um aviso: “…também não pode ser um palco de favores políticos”.

“Não é nenhum favor político…com que legitimidade é que uma entidade que faz parte da câmara municipal faz com que o senhor presidente da assembleia municipal se sente no banco dos réus”, perguntou entretanto o presidente da câmara, sublinhando ainda que a autarquia a que preside tem uma “postura de conciliação e acordo”, que é diferente da do executivo que era presidido por Mário Alves.

“Ele foi pronunciado para ir a julgamento e os senhores desistiram do processo”, insistiu Rocha, argumentando ainda que as declarações daquele ex-deputado da CDU “não foram circunstanciadas e não correspondiam à verdade”.

Mário Alves também se intrometeu na discussão, argumentando que “se fosse por essa teoria também não havia julgamentos de Isaltino Morais ou de Valentim Loureiro”. “É uma comparação grave”, respondeu o vice presidente da câmara, José Francisco Rolo.

“O senhor António Lopes ajudou-o a perder a câmara, e isso dói-lhe”, disse entretanto o presidente da câmara.

LEIA TAMBÉM

“Prognósticos” só depois – e bem depois – da contagem dos votos !… Autor: João Dinis, Jano

Eleições Legislativas – 10 Março 2024  Nestas últimas Eleições Legislativas, por sinal antecipadas para 10 …

As eleições, o regresso dos falsos profetas e as “quedas dos serviços públicos da região e do denominado ‘Deus Sol’”. Autor: Fernando Tavares Pereira

Mais eleições, mais promessas que, na realidade, não passam de uma miragem como em sufrágios …