A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, a elevação de Vila Cova do Alva e Côja, no concelho de Arganil, e Semide, no de Miranda do Corvo, à categoria de vilas históricas, reconhecendo a sua importância patrimonial e administrativa.
Côja, atravessada pelo rio Alva, foi vila e sede de concelho entre 1260 e 1853, com foral antigo de 1260 e foral novo passado em Lisboa a 12 de setembro de 1514. A localidade passou depois a freguesia e, em 2013, agregou-se com Barril do Alva, formando uma união de freguesias. Vila Cova do Alva, situada a cerca de sete quilómetros de Côja, também foi sede de concelho até 1836, tendo recebido foral do Bispo de Coimbra no século XIV, confirmado e renovado nos séculos XV e XVI. Para Luís Paulo Costa, presidente da Câmara de Arganil, trata-se do “culminar positivo de um processo que valoriza o histórico destas localidades e o seu estatuto de sedes de concelho”.
Semide, sede da União de Freguesias de Semide e Rio de Vide, teve Carta de Povoamento em 1164 e foral novo em 1514, mantendo-se como concelho até 1853. A localidade integra o Mosteiro de Santa Maria de Semide, fundado em 1154 e classificado como Imóvel de Interesse Público, que acolhe atualmente um polo do Cearte e um lar da Cáritas Diocesana de Coimbra. José Miguel Ferreira, presidente da Câmara de Miranda do Corvo, salientou que a decisão “reforça a centralidade de Semide e consolida Miranda do Corvo como polo histórico na região Centro”.
A lei reconhece a titularidade histórica de vila a todas as povoações que tenham sido sede de concelho, com foral ou estrutura administrativa relevante, assegurando a preservação do seu património e identidade histórica.
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