Home - Opinião - Viva os Jogos Olímpicos !   Viva todos(as) os(as) Atletas ! Viva o convívio e a fraternidade com “fair-play” !   Viva a Paz ! Autor: João Dinis, Jano

Viva os Jogos Olímpicos !   Viva todos(as) os(as) Atletas ! Viva o convívio e a fraternidade com “fair-play” !   Viva a Paz ! Autor: João Dinis, Jano

Há uns 130 anos atrás, no final do século XIX, um visionário houve – sim, grande Pierre de Frédy, o então Barão de Coubertin em título nobiliárquico! – um visionário (com posses…) que levou à prática a sua visão em organizar uns “Jogos Olímpicos” ditos da “era moderna” e realizados na Grécia “moderna”, no Verão de 1896.

Obrigado Coubertin, e também a todos os outros, pela Vossa inspiração bebida na antiguidade Grega e que vieram a projectar nos “Jogos Olímpicos” (de Verão) da era moderna embora sem Zeus a “presidir” ao evento e sem “Héracles” como o maior atleta não fosse ele um “semi-deus”.  Aliás, ainda hoje, a um homem muito forte se diz ser um “hércules” (o equivalente, entre os Romanos, ao grego “Héracles”)…

Saliente-se que entre os Gregos antigos, grandes promotores das “Olimpíadas”, era objectivo central (colectivo) celebrarem a Paz e os atletas e, para isso, chegaram a respeitar tréguas nos seus conflitos armados muito frequentes entre as Cidades-Estado da Grécia antiga.

Entretanto, foi uma inspiração feliz, sim senhor, suportada pela carteira do próprio e Barão de Coubertin que até constituiu numa sua habitação parisiense a sede do primeiro COI, Comité Olímpico Internacional. Em boa hora o fez e, na “onda”, se fez acompanhar por alguns outros apesar de bastante criticados à época. Por curiosidade histórica, não houve mulheres registadas a competir nos “Jogos” inaugurais em 1896, aliás como as não houve na antiga Grécia.

Esta Edição dos “Jogos Olímpicos” ainda decorre (3 de Agosto) em Paris.

Enfim, estamos na “Edição de 2024 dos Jogos Olímpicos” (de Verão) entre 26 de Julho e 11 de Agosto, com muitos atletas (mais de 15 mil), muitas modalidades e muita Gente a ver ao vivo, dentro e fora de Estádios e Piscinas, e a ver pelas televisões e redes sociais, assim transformando este evento no maior e mais visto espectáculo do Mundo. Por exemplo, as provas em “surfe” decorrem na Polinésia Francesa, a 15 mil quilómetros de Paris.

Por decisão especial do COI, a chamada “Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos (2024)” da nossa era, decorreu pela primeira vez fora de Estádios, ao ar livre, ao longo dos mais conhecidos locais e “paisagens” icónicas de Paris.

Paris já era a cidade mais visitada do Mundo por turistas  e teve agora uma imensa “propaganda” para fazer aumentar-lhe esse “recorde” ainda mais. Aliás, não foi certamente por mero acaso que esta Edição dos “Jogos” teve essa alteração estrutural com a Cerimónia de Abertura ao ar livre pelas ruas, praças e sobretudo pelo Rio Sena entre a Torre Eiffel e a Praça do Trocadéro, através de uma bela zona de onde saem os “bilhetes postais” mais vistos, sobre Paris.

Porém, esta é mais uma Edição das Olimpíadas, ferida pela guerra e pela discriminação política de atletas!  Ofende os ideais de paz e desportivismo que presidiram à “invenção” dos Jogos Olímpicos pelos antigos Gregos e que Pierre de Coubertin também quis promover na e para a nossa era. 

Desta vez, foram os atletas da Rússia e da Bielorrússia a ser impedidos de participar nestes “Jogos” a pretexto da guerra na Ucrânia.  Trata-se de uma violenta discriminação desses atletas e de um atentado aos direitos humanos e ao desporto em geral.

Os “senhores das guerras” – mais do que hipocritamente – também assim impõem a mentalidade belicista e traçam  linhas de “trincheiras” políticas que, aliás, lhes rendem lucros (assassinos) fabulosos com o fabrico e o comércio de armamentos.  Uma tragédia infame que põe em risco toda a Humanidade !

Delegação Olímpica Portuguesa faz o que pode…

Portugal levou a estes Jogos uma delegação numerosa, nela incluídos alguns atletas promissores para ganhar “Medalhas”.  Porém “as coisas” (até agora) não têm corrido como era legitimamente desejado, e até já “averbámos” mesmo umas desilusões embora ainda não tenham competido alguns “medalháveis”.  Veremos…

E embora, segundo Coubertin, o que mais interessa “é competir”, também não temos nada contra o facto de se vencer com lisura e “fair-play” como deve ser padrão. E então cabe recordar campeões olímpicos Portugueses medalhados a “ouro” como Carlos Lopes e Rosa Mota, ambos campeões na “Maratona”, mais a Fernanda Ribeiro, “ouro” nos 10 mil metros, mais o Nélson Évora no triplo salto. Concedamos em também citar o Pedro Pichardo igualmente no triplo salto.

E menção especial, e afectiva também, merecem todos(as) os(as) outros(as) que competiram e deram o seu melhor para se superarem – este é logo o primeiro desafio a enfrentar – e para, quiçá, fazerem ouvir o Hino Nacional no hastear da Bandeira quando se atinge o “ouro”.  E quando se não atinge esta meta superior, e embora ser atleta olímpico já seja muitíssimo, aproveite-se  a experiência e lute-se para lá chegar nos próximos “Jogos Olímpicos”.   Sim, Diogo Ribeiro que ainda és um jovem nadador muito talentoso !   Viva !

3 de Agosto de 2024

 

 

João Dinis, Jano

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