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“A AGIF não tem razão de ser, deve ser extinta e o seu presidente já devia ter sido exonerado”

O porta-voz do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) considera que o presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Tiago Oliveira, não tem condições para continuar no cargo depois das declarações proferidas recentemente na Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas, nas quais disse que os municípios gastavam demasiado com os bombeiros. A Liga dos Bombeiros Portugueses, recorde-se, também considerou as declarações caluniosas e inqualificáveis e pediu a demissão de Tiago Oliveira. Nuno Tavares Pereira, porém, vai mais longe e pede a extinção da AGIF.

“Esta agência não contribui em nada para ajudar a reduzir os incêndios florestais. Está apenas a ser uma despesa para os contribuintes e a criar conflitos entre as várias estruturas, como bombeiros, GNR e órgãos de protecção civil locais”, diz Nuno Tavares Pereira, para quem a AGIF não tem razão de ser.  “Perante isto, o director da agência deve ser exonerado depois de ter dito que os bombeiros recebiam por metro ardido e a própria agência deve ser extinta”, continua o porta-voz da MAAVIM, sublinhando que aquele organismo se tem limitado a fazer relatórios que não acrescentam nada aos que já existiam.

“O dinheiro utilizado para manter este organismo a funcionar, permitindo mais uns lugares para a clientela partidária, deve ser entregue aos bombeiros que são quem está no terreno e os primeiros a chegar aos locais dos incêndios. O Governo tem, de uma vez por todas entregar prevenção, mesmo no Inverno, e a coordenação do combate aos incêndios, aos bombeiros. São eles que estão no terreno. Não adianta andar a criar mais estruturas e mais burocracia”, conta.

“A solução passa por dar condições técnicas e monetárias aos bombeiros”, insiste, recordando que nos incêndios recentes no Algarve a proprietário de um turismo rural foi pedir ajuda aos bombeiros que estavam a umas centenas de metros e eles não ajudaram, respondendo que necessitavam de autorização. “O edifício ardeu e os bombeiros ficaram a ver. Isto é coordenação?”, pergunta. “A solução passa por entregar meios aos bombeiros que é quem conhece o terreno e são sempre os primeiros a chegar”, frisa.

Acusando os responsáveis políticos de terem criado a AGIF como forma de branquearem as responsabilidades nos incêndios de 2017, Nuno Tavares Pereira acusa os decisores de terem mais um órgão, com sede “simbólica” na Lousã, para realizar trabalho de gabinete como muitas outras que se encontram em Lisboa. “Esta agência tinha como objectivo criar o ordenamento da floresta, combater a problemática dos incêndios e ajudar na sua prevenção. Não fez nada disso. Criou uns relatórios e mais confusão. Não faz sentido a existência de uma estrutura assim, que se limita a criar lugares políticos e a passar as culpas”.

Nuno Tavares Pereira insiste que a AGIF não cumpre os objectivos para que foi criada. E enfatiza que aquele organismo se limita a conceber relatórios que “já tínhamos de forma gratuita, por exemplo, da equopa do professor Xavier Viegas. “Ficaram com a responsabilidade de apresentarem soluções e só temos relatórios e mais confusões”, atira, rematando com as responsabilidades que acredita que o Ministro da Administração Interna tem neste caso ao permanecer em silêncio. “José Luís Carneiro já devia ter reagido, porque às palavras de Tiago Oliveira são ofensivas para os bombeiros e toda a estrutura de combate aos incêndios”.

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