Home - Opinião - Afinal, em Oliveira do Hospital tanto faz ter ou não ter isto e mais aquilo. Então para quê gastar dinheiro público ? Autor Carlos Martelo

Afinal, em Oliveira do Hospital tanto faz ter ou não ter isto e mais aquilo. Então para quê gastar dinheiro público ? Autor Carlos Martelo

Há dias, fiz publicar no CBS um artigo acerca das várias valências perdidas, durante 30 anos, pela cidade de Oliveira do Hospital.  Afirmei que, apesar do extenso rol, ainda ficaria algo por lembrar no contexto.
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Recentes declarações produzidas designadamente pelo Presidente da Câmara, levam-me a dizer agora que também se  perdeu o bom senso que é um verdadeiro pêndulo da vida.  Vejamos.
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Na última sessão da Assembleia Municipal, a 30 de Junho, a chamada «oposição» à maioria PS fazia «prova de vida» e criticava, com toda a razão, o enorme atraso das obras da Casa da Cultura César de Oliveira.  Ora, na resposta do Presidente da Câmara que li na comunicação social, o senhor resolveu «dar música» ao Pessoal e teorizou acerca do nível quase excelso que a Cultura mantém em Oliveira do Hospital apesar de estar há uns sete anos sem a Casa da Cultura ?!  Ao que insinuou, afinal a Casa da Cultura é perfeitamente dispensável !  E alguns dias depois, para demonstrar a sua tese, lá estava ele, entre outros, na cerimónia que assinalou os 30 anos de elevação de Oliveira do Hospital a cidade, lá esteve ele, dizia, no Salão dos Bombeiros…  E porquê, Senhor Presidente da Câmara ?  Porque a Casa da Cultura está fechada vai para sete anos !  E por que está ela fechada ?  Principalmente devido à manifesta incompetência de dois Executivos Municipais, com dois Presidentes, em a fazerem concluir a tempo e horas !
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Ora, se a Casa da Cultura é assim tão dispensável, por que estão a «enterrar» lá na obra da respectiva recuperação na ordem de um milhão de euros de dinheiro público ?…  Mais valeria então fazer umas grandes festarolas de aldeia em aldeia que isso também é cultura, melhor dito, enquadra-se numa certa «cultura» por aqui praticada…
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E agora a propósito ou a despropósito das «Bandeiras Azuis» que as praias fluviais do vale do Alvoco e do Alva deixaram de poder ostentar, lá voltou o Presidente da Câmara a teorizar desta vez subestimando, aliás de forma leviana, esse facto actual ao afirmar que as  mesmas praias fluviais continuam de «excelência» o que também significa afirmar que as «Bandeiras Azuis» são um mero adereço dispensável embora, quando as há, logo sirvam a propaganda local.  Afinal em que ficamos ?…
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Portanto, é mau sinal perder-se assim o pêndulo, o bom senso, designadamente na actuação pública de cada um, em qualquer função.
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Um dia destes, poderemos nós concluir que também não é preciso termos funcional o Presidente da Câmara…  Pelo andar da carruagem, dispensava-se o Presidente da Câmara e o Município até ganharia dinheiro com isso…
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Mas, haja mais bom senso !
Autor:  Carlos Martelo

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