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Aldeias Históricas, como Almeida, Trancoso e Linhares da Beira, querem ser o primeiro destino turístico neutro em carbono

A Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico pretende que as 12 localidades que fazem parte da rede, como Linhares da Beira, Trancoso ou Almeida, sejam o primeiro destino turístico carbono neutro do país, no seguimento do seu compromisso com a sustentabilidade. Por isso, a associação vai assinar, na sexta-feira, na Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha, no distrito de Castelo Branco, um acordo com a ADENE – Agência para a Energia, a E-REDES e a Greenvolt Comunidades.

O presidente da Aldeias Históricas de Portugal e presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira afirmou que o protocolo a celebrar é “um passo decisivo” para que as Aldeias Históricas sejam eficientes “nos domínios hídrico e energético”. Carlos Ascensão lembrou que o projecto surge na ambição da rede das Aldeias Históricas vir a ser “uma rede sustentável e pioneira no seu contributo para o crescimento dos territórios de baixa densidade”.

“Nós temos que marcar uma posição pela diferença, para oferecermos aquilo que temos de melhor”, e cumprir o compromisso do Programa Pacto de Autarcas, no qual a associação assumiu a redução de 45 por cento de CO2 até 2030.

O autarca recordou que no âmbito da mesma iniciativa foi estabelecida uma parceria com a Renault Portugal para disponibilização de cinco carros eléctricos em Castelo Novo (Fundão), que será replicada a todas as aldeias. Por outro lado, sublinhou que está em curso, em nove das 12 aldeias, o processo de elevação a monumento nacional, para que posteriormente a rede das Aldeias Históricas de Portugal seja candidatada a património da UNESCO.

“[As Aldeias Históricas] guardam as raízes da nossa História e algumas terão sido mesmo o berço dos primeiros povos da Península Ibérica. Por isso mesmo, preservar as 12 Aldeias Históricas de Portugal e torná-las mais sustentáveis, garantindo o seu futuro, é uma das prioridades da rede”, refere aquela instituição que com o novo projecto pretende tornar as Aldeias Históricas de Portugal “um destino turístico carbono neutro” e o primeiro, em rede, do país.

“O desafio passa por compatibilizar as mudanças associadas à descarbonização com a manutenção da identidade patrimonial e as peculiaridades de cada Aldeia Histórica. Assim, esta é uma transição que exige capacidade de actuação transversal”, adiantou a associação, acrescentando tratar-se de “um processo colaborativo, no espírito da circularidade, transição energética e neutralidade carbónica como acto de responsabilidade, para o qual a Rede de Aldeias Históricas de Portugal conta com toda a sua rede de parceiros actual e futura, cujo espírito de missão se enquadre nesta ambiciosa abordagem que procura elevar as Aldeias Históricas de Portugal ao estatuto de um destino sustentável”.

“Em linha com os 17 Objectivos do Desenvolvimento Sustentável e com o Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), este é um passo decisivo para o objectivo de tornar uma Rede de Aldeias na primeira, a nível europeu, a beneficiar de uma posição de eficiente nos domínios hídrico e energético, assente na visão estratégica: ‘Aldeias Históricas de Portugal: uma rede urbana sustentável e pioneira no seu contributo para o crescimento verde dos territórios de baixa densidade'”, rematou a organização.

A Rede das Aldeias Históricas de Portugal abrange Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso.

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